O Copom (Comitê de Política Monetária)do Banco Central entrou em reunião na tarde desta quarta-feira (08) para definir as alterações na taxa básica de juros do país. A expectativa do mercado é que o percentual suba 1,5 ponto, alcançando 9,25% — a mais alta desde julho de 2017.
O retorno a um patamar tão alto na taxa básica de juros se deve a tentativa de conter a alta da inflação, que tem se mostrado resiliente em 2021. O acumulado dos últimos 12 meses chegou a 10,67%, maior valor desde janeiro de 2016, o que vem preocupando analistas.

Analistas ouvidos pela CNN Brasil informaram que uma possível alta na taxa básica de juros é reflexo de uma continuidade de tendência da alta da inflação. No entanto, esse movimento afeta as expectativas para inflação e juros para 2022 e 2023.
A minha impressão é que as reuniões do COPOM que ocorrem a cada 45 dias, ocorrem de 3 em 3 dias.
O tempo não passa. Ele VOA.
— Rafael Zattar (@ZattarRafael) December 8, 2021
A intenção de subir 1,5 pontona taxa básica de juros foi aventada pelo próprio Copom em sua última reunião, realizada em outubro. Naquela oportunidade, a Selic já havia sido aumentada em outros 1,5 ponto — a maior alta desde 2003.
Bolsas globais operam em alta nesta terça-feira, repercutindo uma menor preocupação com a gravidade da variante ômicron do coronavírus. No Brasil, investidores ficam de olho no andamento da PEC dos Precatórios e no início da última reunião do Copom de 2021.
— BTG Pactual digital (@BTGPDigital) December 7, 2021
A ata daquela reunião informou que as duas altas seriam consequências da “deterioração no balanço de riscos e do aumento de suas projeções”. Nada foi confirmado, e o aumento pode não ocorrer — mas o mercado espera que situação se concretize.





