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Direto da Redação

Opinião: Eduardo Baptista recupera a confiança do Internacional e dá força à reação contra o Z-4

Com diálogo e espaço para jogadores antes pouco utilizados, treinador recupera a confiança do elenco e aproxima a torcida na luta contra o rebaixamento

Eduardo Baptista mudou o clima no Inter. Roberto Vinicius/AGIF.
Eduardo Baptista mudou o clima no Inter. Roberto Vinicius/AGIF.

Eduardo Baptista está há pouco mais de um mês no Internacional. Contratado após a saída de Paulo Pezzolano, o treinador conseguiu restaurar a confiança do elenco e vem animando a torcida com a sequência.

Em quatro partidas, o comandante conseguiu esboçar a reação colorada, que deixou o Z-4 e agora aparece na 16ª colocação do Campeonato Brasileiro, sendo o primeiro time fora da zona de rebaixamento.

Agora, a missão do treinador é conquistar os três pontos diante do Fluminense para deixar o time mais próximo da 13ª colocação, se os adversários diretos contra o rebaixamento tropeçarem na rodada.

Análise: Eduardo Baptista recuperou a confiança no Inter

Assim que chegou ao Internacional, o técnico fez questão de conversar com todo mundo. Procurou as lideranças do elenco, conversou com jogadores anteriormente sem espaços e mudou o esquema do antigo comandante.

Eduardo Baptista ouviu os jogadores e, antes de qualquer mudança, conversava previamente com os atletas sobre as suas decisões. Isso deixou todos mais confortáveis com seu trabalho.

E os resultados começaram a vir. Jogo após jogo, o clima no Internacional mudou. Todos, enfim, se mostraram confiantes em virar a situação e voltaram a mostrar a força necessária para a luta contra o rebaixamento.

Esquecidos por Pezzolano, lembrados por Baptista

Logo na sua apresentação, quando falou sobre recuperar a confiança de jogadores “esquecidos”, muitos ficaram surpresos ou até mesmo desacreditados. E assim ele tem feito. Se, com Paulo Pezzolano, Juninho, Braian Aguirre e até mesmo o Alerrandro geravam uma grande desconfiança na torcida, com Eduardo Baptista o cenário foi diferente.

O esquema do treinador priorizava a presença de um centroavante. Com as saídas de Enner Valencia e Rafael Borré ao longo da temporada e com a baixa de Tonny Sanabria, que estava com a seleção paraguaia, o treinador voltou a olhar com carinho para Alerrandro. Desde então, o jogador se tornou uma das principais apostas que deram certo do técnico.

Com Juninho, a situação foi semelhante. Antes descartado por Pezzolano, que usava um esquema de dois zagueiros, o canhoto virou titular absoluto ao lado de Gabriel Mercado e Bruno Gomes.

Opinião: Eduardo Baptista fez o que tinha que ser feito

Em campo, duas vitórias, um empate e uma derrota, causada, principalmente, pela expulsão de Matheus Cunha e os erros individuais de Félix Torres. E foi justamente aí que o treinador mostrou outro ponto muito importante: a sua firmeza.

Ele decidiu afastar a dupla para evitar novos erros que comprometessem o Internacional nas partidas, mas também para fazer com que eles fossem blindados das críticas da torcida.

Os duelos contra Corinthians, Grêmio e Botafogo, em uma avaliação nos bastidores do clube, mostraram um rendimento superior. Aquele Inter que antes não era tão confiante ou que não aparecia tanto para o torcedor ganhou apoio. E foi exatamente aí que o Inter teve uma guinada na temporada. Antes desacreditado pelos torcedores, agora passou a ter confiança convicta.

As promoções prometidas por Abel Braga para os jogos em casa estão funcionando. Nos últimos jogos no Beira-Rio a torcida se fez presente e tem apoiado, sendo o 12º jogador.

Então Eduardo Baptista não mudou só apenas o elenco ou apenas os bastidores, mas também transformou a relação entre torcedor e clube, que agora juntos se unem contra a zona de rebaixamento.

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