Tendências:
Bolavip Logo
JOGOS DE HOJE
Siga o canal do Bolavip no WhatsApp
Grêmio

Luís Castro ganha mudanças forçadas e terá a chance de provar que sabe adaptar o Grêmio

Luís Castro será obrigado a mudar o Grêmio contra o Bragantino, e as ausências podem abrir espaço para uma nova configuração no meio-campo antes do Gre-Nal.

Foto: Maxi Franzoi/AGIF
© Maxi Franzoi/AGIFFoto: Maxi Franzoi/AGIF

Sem Nardoni, Gustavo Martins e Dodi, o Grêmio terá alterações contra o Bragantino e pode apresentar um meio-campo diferente antes do Gre-Nal.

O Grêmio chega ao jogo contra o Bragantino, em Bragança Paulista, com mudanças importantes e, desta vez, Luís Castro será obrigado a mexer na equipe. Nardoni está lesionado, Gustavo Martins também fica fora e Dodi não aparece em condições de jogo. São ausências que mexem diretamente na estrutura do time e que, na minha opinião, podem acabar abrindo uma oportunidade que o treinador ainda não aproveitou desde que chegou.

A chance de mudar aquilo que não vem funcionando

A possível estreia de Krovinovic é, para mim, uma das grandes curiosidades da partida. O croata pode dar uma resposta importante sobre aquilo que Luís Castro realmente pensa para o meio-campo do Grêmio. O treinador já falou diversas vezes que, ao longo da temporada, utilizou meio-campistas em diferentes formações, com três, quatro ou até cinco jogadores. Mas, no Grêmio, a impressão é de que essas alternativas ficaram apenas no discurso.

Até agora, praticamente não vimos o treinador abrir mão da sua ideia de jogar com dois extremos e um centroavante. Também não vimos uma tentativa mais consistente de fortalecer o meio com dois jogadores de criação ou retirar um atleta de lado para dar maior controle à equipe. E essa é justamente uma das minhas maiores críticas: quando um modelo não funciona, não evolui e não entrega desempenho, é preciso tentar algo diferente.

Particularmente, me agrada muito mais a possibilidade de um meia de saída, capaz de aproximar os setores e ajudar na construção, do que simplesmente preencher o campo com três volantes sem capacidade criativa. O Grêmio tem sofrido justamente para fazer a bola chegar aos homens de frente e, muitas vezes, parece um time dividido, com pouca aproximação e pouca inteligência coletiva para sustentar esse modelo com dois extremos abertos.

Marlon e Villasanti fazem diferença

A boa notícia é que o Grêmio deve contar novamente com Marlon e Villasanti, dois jogadores que, quando estiveram em melhores condições, ajudaram a dar mais equilíbrio à equipe. E, sinceramente, eu não vejo sentido em tratar o jogo contra o Bragantino como se fosse menos importante apenas porque o Gre-Nal pelas quartas de final da Copa do Brasil está logo ali, na quinta-feira, no Beira-Rio.

O Grêmio precisa pontuar no Campeonato Brasileiro. Precisa sair dessa situação incômoda e parar de conviver com a pressão da parte de baixo da tabela. É claro que o Gre-Nal tem um peso gigantesco, ainda mais sendo um confronto eliminatório contra o maior rival, mas chegar para um clássico depois de mais uma rodada sem pontuar também não ajuda absolutamente ninguém.

O grande problema é que o time ainda não mostrou segurança suficiente para simplesmente administrar partidas. O Grêmio precisa competir em Bragança Paulista e buscar, no mínimo, um ponto. Se conseguir vencer, melhor ainda. Uma vitória fora de casa teria peso enorme não apenas na tabela, mas também emocionalmente, principalmente depois da atuação vexatória contra o Atlético-MG.

Mudanças podem revelar muito sobre Luís Castro

No fim das contas, esse jogo pode dizer bastante sobre o próprio Luís Castro. As ausências obrigam o treinador a sair um pouco daquilo que vinha repetindo, e talvez seja exatamente isso que o Grêmio esteja precisando: menos insistência e mais adaptação às características dos jogadores disponíveis.

Não tenho problema algum com treinador que tenha uma ideia de jogo. Pelo contrário. O problema começa quando essa ideia se torna uma prisão, mesmo diante de resultados ruins e atuações que mostram, semana após semana, que alguma coisa precisa mudar. Veremos se Krovinovic terá a oportunidade, se o meio-campo ganhará uma nova configuração e se, finalmente, Luís Castro entenderá que talvez o Grêmio não tenha as peças – ou a inteligência tática coletiva – para repetir indefinidamente o mesmo desenho.

Contra o Bragantino, mais do que escalação, espero uma resposta. Uma resposta do time e, principalmente, do treinador. Porque o Grêmio precisa sair de Bragança Paulista com algum resultado, mas também precisa mostrar que ainda existe um caminho de evolução antes de entrar na semana mais pesada do ano, com o primeiro Gre-Nal das quartas de final da Copa do Brasil no Beira-Rio.

PUBLICIDADE
Receba as últimas novidades em sua caixa de e-mail

O registro implica a aceitação do Termos e Condições