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Grêmio rejeita Energiabet duas vezes e segue sem patrocinador master em crise financeira

Sem patrocinador master e em meio a graves problemas financeiros, o Grêmio recusou duas propostas de R$ 18 milhões da casa de apostas Energiabet em 2026. A diretoria vetou novos acordos com empresas do segmento após problemas contratuais no passado.

Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA
© Lucas Uebel/Gremio FBPAFoto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

O Grêmio rejeitou duas propostas de R$ 18 milhões da Energiabet e segue sem patrocinador master no ano.

O torcedor do Grêmio tem todo o direito de estar perplexo. Em um momento de grave sufoco financeiro, acumulando despesas milionárias com rescisões contratuais de atletas, ex-atletas, clubes e empresários, o Tricolor tomou uma decisão que beira o inacreditável: rejeitou, não apenas uma, mas duas propostas formais da Energiabet para ocupar o espaço master da camisa gremista. A oferta da casa de apostas alcançava a marca de R$ 18 milhões até o final da temporada de 2026.

A Energiabet não é uma desconhecida no ambiente tricolor. A empresa foi a patrocinadora master pontual do Grêmio nas últimas rodadas do Brasileirão de 2025. Mesmo com esse histórico recente, a diretoria recusou as investidas feitas no início e no meio de 2026. A justificativa interna para barrar o negócio reside no trauma de problemas contratuais passados com outras casas de apostas. A partir dessa experiência negativa, estabeleceu-se a diretriz de não mais negociar o patrocínio principal com empresas do segmento de bets.

A contratação de um executivo profissional pela gestão tinha como prioridade absoluta justamente a captação e selagem de um contrato de patrocínio master. O objetivo primário dessa cartada era injetar caixa imediato para equilibrar as contas do clube.

Como gremista e profissional que vivencia o dia a dia do Tricolor, questiono abertamente essa postura irredutível da diretoria. É inadmissível que um clube atolado em dívidas se dê ao luxo de fechar as portas de forma tão intransigente para R$ 18 milhões.

Recusa de R$ 18 milhões e veto irredutível a casas de apostas

A falta de flexibilidade e gestão de risco é questionável. Será que a diretoria não teve capacidade de elaborar um contrato blindado? Com cláusulas rigorosas de segurança, garantias financeiras, pagamentos mensais antecipados ou modelos de rescisão imediata em caso de descumprimento, o clube estaria protegido. Abrir mão de uma receita desse porte por um veto dogmático a um segmento inteiro do mercado, enquanto o cofre sangra, é uma escolha de gestão que beira a insensatez.

Chegar a setembro sem o patrocínio master, brigando novamente na parte de baixo da tabela para não cair, é o retrato de uma gestão financeira desastrosa. Enquanto o torcedor faz o possível para apoiar, vê a camisa tricolor desvalorizada e sem a principal fonte de renda estampada no peito.

Crise nos cofres e pressão máxima em semana de clássico Gre-Nal

Para piorar o cenário de tensão, o Tricolor entra em uma semana decisiva que pode definir o rumo da temporada. Nesta quinta-feira (27), às 20h, o Grêmio encara o Internacional no Beira-Rio, no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Na sequência, no domingo (30), às 18h30, a equipe recebe a Chapecoense na Arena pelo Campeonato Brasileiro.

Fechando essa sequência, o Grêmio volta a viver o clima de clássico na quinta-feira seguinte (03/09), às 20h, quando decide a vaga na semifinal da Copa do Brasil contra o Internacional, desta vez na Arena. O time precisa responder em campo, mas fora dele a diretoria precisa urgente dar explicações sobre como pretende fechar a conta sem o patrocínio master.

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