Mesmo após a eliminação na Copa Sul-Americana para o Bolívar, o Grêmio não pretende interromper o trabalho de Luís Castro. Apesar da forte pressão da torcida, a direção mantém a convicção de que o treinador é peça fundamental no projeto esportivo e seguirá no comando da equipe.
Nos bastidores, o entendimento é que a reformulação do elenco e a adaptação ao modelo de jogo exigem continuidade. A avaliação interna é de que trocar o comando técnico neste momento poderia comprometer o planejamento iniciado no fim do ano passado.
A derrota para o Bolívar aumentou a insatisfação da torcida, que protestou com vaias e cobranças na Arena. Mesmo assim, dirigentes seguem defendendo a permanência do treinador português.
Direção mantém confiança no trabalho
Após a partida, Luís Castro reconheceu a frustração dos gremistas, mas destacou que enxerga evolução no desempenho da equipe. “Nós temos promovido mudanças que levam a maior número de finalizações, a maior estabilidade defensiva. Infelizmente, o resultado não tem sido melhor. Espero consegui-lo rapidamente.”
Questionado sobre o motivo para seguir no cargo, o treinador respondeu de forma objetiva. “O que justifica a minha permanência é eu trabalhar todos os dias de forma digna e honesta.”
Segundo pessoas ligadas ao departamento de futebol, o Grêmio entende que o grupo ainda está em processo de adaptação ao estilo de jogo implantado por Luís Castro. Uma eventual troca de treinador exigiria uma nova mudança de perfil e de ideias, cenário que a diretoria deseja evitar.
Luís Castro segue prestigiado
Internamente, Luís Castro mantém boa relação com dirigentes, jogadores e funcionários. Além disso, o treinador abraçou o processo de redução da folha salarial e da reformulação do elenco, sem fazer cobranças públicas por reforços ou transferir responsabilidades ao grupo.
Com contrato até o fim de 2027, o português continua respaldado pela direção, que acredita que a evolução apresentada no dia a dia pode se transformar em resultados nas próximas semanas.





