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Grêmio apresenta melhora financeira no segundo trimestre de 2026 com corte de custos e salto na receita

O Grêmio apresentou ao Conselho Deliberativo os números contábeis do segundo trimestre de 2026. O balanço revelou virada no EBITDA, queda de 27,3% nos custos do futebol e aumento nas receitas da GrêmioMania e da Arena.

Foto: Márcio Neves / Grêmio FBPA
Foto: Márcio Neves / Grêmio FBPA

Grêmio apresenta melhora financeira no segundo trimestre de 2026 com corte de custos e salto na receita

O Conselho Deliberativo do Grêmio esteve reunido no Auditório da Arena para analisar os demonstrativos contábeis e financeiros do segundo trimestre de 2026. Em apresentação liderada pelo CEO Alex Leitão e pelo executivo Fabiano Wurdig, a diretoria expôs indicadores que apontam evolução nos números gremistas em comparação ao trimestre anterior.

Virada operacional no caixa e queda expressiva do déficit

A principal marca do período foi a virada expressiva do EBITDA, que deixou o saldo negativo de R$ 74,9 milhões no primeiro trimestre para alcançar R$ 36 milhões positivos no segundo trimestre. A movimentação contribuiu diretamente para estancar o déficit do clube, que registrou uma redução relevante ao cair de R$ 124,6 milhões para R$ 33,3 milhões.

Para entender a relevância desse número, o EBITDA (sigla em inglês para Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) é o indicador que mede o potencial de geração de caixa real da operação, mostrando se o clube é capaz de se sustentar no dia a dia.

Quando o EBITDA fica positivo em R$ 36 milhões, significa que a “operação Grêmio”, somando receitas de jogos, sócios, comércio e futebol contra as despesas diretas da atividade, voltou a dar lucro operacional. Esse resultado é fundamental porque comprova que a estrutura recuperou a capacidade de gerar recursos próprios para estancar sangrias e honrar seus compromissos, sem depender exclusivamente de empréstimos ou manobras contábeis.

Corte nos gastos do futebol e alta no faturamento comercial

A readequação financeira passou pelo controle rigoroso de gastos no departamento de futebol. Os custos da atividade do desporto caíram 27,3%, baixando de R$ 194,3 milhões para R$ 141,3 milhões. No sentido oposto, a receita gerada pelo futebol apresentou crescimento de 54,7%, atingindo R$ 213,6 milhões no período.

Outros setores comerciais do clube também registraram desempenho positivo. A GrêmioMania faturou R$ 15,1 milhões, alta de 30,3% em relação a 2025, garantindo resultado líquido próximo de R$ 7 milhões. Já a exploração da Arena gerou R$ 6,8 milhões em receitas com eventos, camarotes e locações.

Ao final da sessão ordinária, em pauta extraordinária, o presidente Odorico Roman atualizou os conselheiros sobre o andamento das negociações para a troca de chaves envolvendo a Arena e o Estádio Olímpico. Os relatórios contábeis completos foram encaminhados para publicação oficial no Portal da Governança do clube.

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