O Corinthians corre o risco de ficar impedido de registrar novos jogadores até julho de 2027. A possibilidade surgiu após uma decisão da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão ligado à CBF.
Segundo reportagem do UOL publicada na terça-feira (3), o Corinthians precisa regularizar parcelas atrasadas até 3 de dezembro. Caso não cumpra a determinação, poderá sofrer um transfer ban.
O valor em aberto é estimado em aproximadamente R$ 20 milhões. A decisão também prevê uma multa de 25%, conforme a apuração.
Por que o Corinthians pode sofrer um transfer ban?
A punição está relacionada ao descumprimento de um acordo para pagamento de dívidas com clubes, jogadores e intermediários.
O Corinthians havia obtido um parcelamento de suas obrigações. Entretanto, deixou de pagar parcelas com vencimento em julho e outubro de 2026.
A situação foi levada à CNRD após uma solicitação do Cuiabá. O clube mato-grossense pediu a aplicação de uma punição mais longa.
De acordo com o UOL, o órgão estabeleceu um prazo para regularização dos pagamentos. A restrição ao registro de atletas dependerá do descumprimento dessa determinação.
O que acontece se o Corinthians não pagar?
O principal risco é a impossibilidade de registrar novos jogadores até julho de 2027.
O transfer ban não significa necessariamente que um clube esteja proibido de negociar atletas. A restrição atinge o registro de jogadores, etapa necessária para sua utilização em competições oficiais.
Na prática, a medida poderia comprometer o planejamento do elenco para a próxima temporada.
A decisão relatada pelo UOL considera um período de punição iniciado em julho de 2026. Por isso, o prazo final indicado é julho de 2027.
CNRD também rejeitou outras punições
A disputa não envolveu apenas a possibilidade de transfer ban.
Credores também solicitaram medidas como bloqueio de receitas e perda de pontos. Entretanto, esses pedidos não foram acolhidos pelo órgão.
Segundo a reportagem, a CNRD entendeu que algumas medidas não tinham previsão regulamentar. Outras não poderiam ser executadas nas condições apresentadas.
Assim, a principal consequência esportiva permanece vinculada à regularização dos débitos dentro do prazo.
Fique por dentro: Petros ‘crava’ pressão maior ao Corinthians antes do Majestoso
Corinthians ainda pode evitar a restrição
A punição não deve ser tratada como definitiva neste momento. O clube tem até 3 de dezembro para cumprir a determinação informada pela reportagem.
O caso acrescenta uma preocupação financeira ao planejamento esportivo do Corinthians.
Uma eventual restrição afetaria especialmente a possibilidade de reforçar o elenco para 2027. Entretanto, seu impacto concreto dependerá do cumprimento da decisão e de eventuais medidas posteriores.
Até a publicação da reportagem consultada, a informação central era a existência de um prazo para pagamento, e não a aplicação irreversível de um novo impedimento.






