Raphael Claus é um árbitro brasileiro no quadro da FIFA desde 2015. Ele é responsável por conduzir diversas partidas ao redor da América do Sul, além de ter ido à Copa do Mundo e ser um dos principais nomes do segmento no Brasil. Apesar disso, o juiz de campo deve ser um dos ser-humanos mais criticados no país, mas não leva isso como um problema e normaliza a cultura.
Em bate-papo gravado no Flow Sport Club, que foi ao ar nesta quinta-feira (15), Claus citou assuntos importantes, principalmente os relacionados a situações que prejudicam a condução do espetáculo. A Central do Apito era um dos fatores que acabavam pesando e a extinção do quadro pela Globo, chamada de “mamãe” por muitos”, alivia a pressão.
“É a orientação que vem da FIFA. Assim funciona com a Conmebol, no Paulistão… O árbitro não apita diferente, às vezes o jogo é diferente e tem fatores que atrapalham. Até quando a tinha a Central do Apito, por exemplo, atrapalhava um pouco”, iniciou Raphael Claus durante o podcast.

Foto: Gilson Junio/AGIF – Raphael Claus
Concorda que a Globo ajudou os árbitros acabando com a Central do Apito?
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Ele vai além: “O comentarista não está avaliando o que o árbitro é orientado, ele está dando uma opinião pessoal. Isso é ruim. Pode até haver discordância, mas dizer sobre a orientação, senão fica uma fumaça. Você vai escutar uma coisa que não é a realidade”, frisa o árbitro ao comentar sobre o quadro mantido pela Globo até esse ano. Paulo César de Oliveira ainda segue na ativa, mas sem participar das transmissões ao vivo de jogos.
Raphael Claus, no podcast Flow Sport Club, sobre o fim da Central do Apito da Globo:
— LIBERTA DEPRE (@liberta___depre) June 15, 2023
"Aliviou sim. Demais. Por que assim, essa informação que às vezes se falava ao vivo. Vamos supor, o jogo estava sendo transmitido e 10 milhões de pessoas acompanhando. Aí ali o cara fala 'esse… pic.twitter.com/QUIa59HTMN
A Central do Apito acabou, mandando embora Sandro Meira Ricci e Fernanda Colombo: “Aliviou demais (acabar o quadro), porque essa informação ao vivo tem milhões de pessoas acompanhando. Em alguns casos, ele revia o lance e corrigia no programa, mas para milhares de espectadores. Às vezes o que é dito na transmissão chega no campo e distorce o jogo. Isso é ruim para o futebol, é uma ferramenta que atrapalha o jogo”, completou.





