O nome de Rogério Ceni ganha força para substituir Domènec Torrent na Gávea. No entanto, a saída imediata do treinador do Fortaleza não é simples, dado que ele tem contrato firmado com o Leão do Pici até o final de dezembro e multa rescisória de cerca de R$ 1 milhão para a parte que quebrar o acordo.
Segundo matéria publicada pelo portal “O Povo”, como a pandemia da COVID-19 mudou todo o calendário 2020, prevendo o final do Brasileirão para fevereiro, Rogério propôs um acordo verbal que o mantém no Fortaleza até o final do campeonato, ficando também apalavrado que uma possível renovação tenha início após o desfecho do Brasileirão.
Há um mês, o ex-goleiro e atual comandante do Tricolor de Aço participou do programa “Bem Amigos”, do SporTV e, ao ser perguntado por Galvão Bueno sobre um possível retorno ao São Paulo naquela ocasião, foi enfático: “Hoje eu cumpriria meu contrato com o Fortaleza, independentemente de qualquer coisa. Eu sempre falo que quando você muda de time no meio da temporada, não tem condições de reclamar quando te mandam embora, porque você tomou essa atitude antes”.

O profissional ainda explanou sobre sua primeira saída no Fortaleza para o Cruzeiro, “apesar de ter cumprido o contrato (com o Fortaleza, em 2019), pago a multa rescisória, foi feito isso, então acho que não é que não foi cumprido. Você vai aprendendo com o tempo”. Rogério ficou no Cruzeiro por apenas 46 dias e retornou ao Fortaleza após desentendimento com o elenco do time mineiro.
Na entrevista ao programa ancorado por Galvão Bueno, Ceni não descartou sair do Fortaleza, mas, embora queira fechar seu ciclo no clube, ponderou sobre como quer dar seguimento a sua carreira, “O que eu não quero é ficar estagnado na carreira. Não no Fortaleza, que é grande clube, de massa, sinto muita saudade do torcedor do Fortaleza quando enche o Castelão, mas eu não quero ficar brigando sempre para permanecer na Série A, quero brigar por algo maior, uma Libertadores, um título brasileiro, onde puder existir o investimento que eu possa brigar com Flamengo, Palmeiras, São Paulo, Grêmio, enfim, onde tiver essa condição talvez seja uma escolha para seguir no futuro, inclusive, por que não, aqui no Fortaleza”, concluiu.
A notícia da queda de Dome na Gávea deixou o universo da bola em ebulição. Muitos cravaram o interesse do Rubro-Negro carioca por Ceni. Entretanto, o diretor de futebol do Jangada Atômica, Daniel de Paula, afirmou ao portal “Futebol Cearense” que nenhuma proposta chegou ao Fortaleza.





