A torcida do Atlético tem vivenciado dias de apreensão, na expectativa de que cheguem reforços para a equipe que vai encarar a parte mais intensa da temporada 2023. A pressão é grande e assim como o Galo monitora o mercado, o diretor de futebol do Clube, Rodrigo Caetano, é monitorado pela massa, que aguarda ação do profissional em busca de soluções.
Neste contexto, Rodrigo Caetano realizou uma palestra em curso da plataforma FootHub, onde abordou nuances de seu trabalho, e não se calou ao apontar o que considera “falta de tolerância” para jogadores ou treinadores que não são badalados. As declarações de Caetano reverberaram primeiramente no portal Globo Esporte.
Ao ser questionado sobre a chegada do técnico Antônio Mohamed, em janeiro de 2022, o diretor aproveitou o gancho e fez um desabafo: “Lamentavelmente, no clube que trabalho, ele tem um nível de expectativa que não permite, ou não se tem tolerância, com determinados profissionais, seja jogador ou treinador”, cravou.
Bragantino deve pagar pouco mais de R$ 10,4 milhões por Eduardo Sasha. Somados aos R$ 13 mi de Ademir, são R$ 23,4 milhões (€ 4,1 mi) por dois reservas, além de gerar uma economia salarial superior a R$ 550 mil/mês.
Excelente atuação de Rodrigo Caetano, o GÊNIO do mercado! pic.twitter.com/OsnRoyy2Ak
— Jorge Lopes Cançado (@lopes_cancado) March 22, 2023
Na sequência, o dirigente não teve receio de levantar uma opinião polêmica: “Hoje no Atlético, e não me importo que isso se repercuta, não se permite fazer apostas. Sabe por quê? Não se tem tolerância. Imagina-se que os nossos investidores seguem aportando recursos e que temos condição de escolher as melhores peças. Isso é cultural, por uma má comunicação. Mas o profissional do futebol tem o dever de comunicar a realidade. Sabemos que, algumas vezes, os dirigentes estatutários têm esse certo receio de comunicar a realidade ao seu torcedor. Mas nós, profissionais, não. Porque ali na frente seremos cobrados”, explicou Rodrigo Caetano.
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— Atlético (@Atletico) March 23, 2023
Caetano também destacou as impressões errôneas que ocultam a realidade: “Os clubes brasileiros se comunicam muito mal. Eu me refiro no sentido de geração de expectativa. O meu clube atual atravessa enorme dificuldade financeira, mas para todo o país, o Atlético está entre os três de melhor orçamento. Isso em algum momento foi dito. E a expectativa subiu demais”, declarou o diretor do Time do Impossível.





