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Ídolo do rival, Emerson Sheik justifica provocações ao São Paulo e surpreende exaltando o clube: “Abriu as portas para o meu sonho”

Identificado com a camisa do Corinthians, ex-atacante teve seu início de carreira no Tricolor e fez inúmeros elogios e agradecimentos durante entrevista à Gazeta Esportiva

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Quando se trata de Emerson Sheik, a torcida do Tricolor não vê com bons olhos, haja vista que é considerado um grande ídolo do rival. Mas, vale lembrar que o jogador foi revelado profissionalmente pelo São Paulo no final da década de 1990. Em entrevista à TV Bandeirantes, o atacante aposentado em 2018 agradeceu uma reportagem com um resumo da sua carreira, em que mostrava sua passagem pelo Tricolor, e justificou as brincadeiras que fez ao seu primeiro clube, conforme publicou a Gazeta Esportiva.

“Fiquei extremamente feliz de terem colocado o São Paulo. Queria falar do São Paulo, onde foi o início da minha carreira. Eu zoei muito o São Paulo, fiz todas as brincadeiras possíveis, porque acredito que o futebol perdeu essa magia. Tirando o gol, momento mágico da partida, as pessoas deixaram de brincar. Hoje atletas, comissão técnica e até diretoria é punida. Compartilho das brincadeiras porque cresci vendo Romário, Edmundo, Renato Gaúcho brincarem. Vivi isso como torcedor”, disse.

Sheik teve passagem pelo São Paulo no início da carreira - Foto: Divulgação.

 

Sheik também se declarou e fez vários elogios ao São Paulo, afirmando que o clube do Morumbi foi fundamental em sua formação como pessoa. Foi o São Paulo que abriu as portas para o meu sonho, que era ser jogador. Ali eu fiz toda a minha base, cresci como ser humano e pessoa, aprendi a ser gente. Eu vim de uma favela, não sabia nem comer frango com garfo e faca, porque em casa a gente pegava com a mão. Fiquei extremamente emocionado com o São Paulo. Foi ali que eu comecei”, relatou.

 

Por fim, Emerson Sheik reiterou a importância do São Paulo em sua história e disse que, por estar aposentado, não tem mais razão para fazer piadas com o clube.

 

“Já não sou mais atleta, não tenho mais que zoar o São Paulo. Fazia isso porque era uma brincadeira minha. Gostava de fazer isso. E o São Paulo faz, sim, parte da minha história. E eu ganhei títulos no São Paulo também, teve um Torneio da Flórida, nos Estados Unidos. Então tenho título pelo São Paulo também. É um título de um torneio curto”, concluiu.

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