A grande maioria dos torcedores deve lembrar do slogan “Digimais Cruzeiro, o banco digital do cruzeirense”.Aversão digital doBanco Renner, com 49% das ações ligadas ao Grupo Record, do empresário e bispo evangélicoEdir Macedo, tentou cativar os torcedores celestes ao firmar um contrato de patrocínio de cinco anos com o clube. João Urbaneja, diretor-presidente da instituição financeira, lançou o desafio. “Um milhão de contas no primeiro ano já seria aceitável”.

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O ex-diretor-geralSérgio Nonato,havia mencionado um montante “superior a R$ 86 milhões”, com potencial de superar a Crefisa, grande aliada do Palmeiras. Na prática, tudo ficou muito distante. Consta no balanço financeiro de 2019 que o Cruzeiro recebeu R$ 23,8 milhões em patrocínios, sendo R$ 18,1 milhões com “atividade desportiva profissional” e R$ 5,7 milhões com “social e esportes amadores” – queda de 33% em comparação à soma de R$ 35,6 milhões em 2018.
Conforme informou o portal Superesportes, não há no documento a quantia paga por cada patrocinador, embora a diretoria tenha citado informalmente R$ 11 milhões aportados pelo Banco Renner. No mesmo demonstrativo está contabilizado um empréstimo contraído junto à instituição, no valor de R$ 3,2 milhões, a ser quitado em seis meses, de janeiro a junho de 2020, com juros anuais de 24,6%.

Digimais estava estampada no centro da camisa celeste – Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro.
Quando a parceria ainda estava no ínicio, o banco Digimais interagia bastante com os cruzeirenses por meio de suas redes sociais, retuitando anúncios de contratações, como a do atacantePedro Rocha. Ironicamente, o Spartak Moscou, da Rússia, cobra na Fifa 395 mil euros (R$ 2,3 milhões) como parte do valor do empréstimo de abril a dezembro de 2019. Inicialmente, muitos torcedores que se tornaram correntistas não se importaram em pagar mensalidade de R$ 9,90 para usufruir dos serviços do banco. Afinal, havia a promessa de que o clube receberia 50% do lucro proporcionado pela abertura de novas contas digitais.
Porém, desde o dia dofatídico rebaixamentoà Série B, não há qualquer postagem no Twitter e no Instagram do Digimais Cruzeiro. De lá para cá, os perfis se limitam a responder reclamações de clientes do banco. Em relação ao uniforme, o Digimais deixou de ser patrocinador máster em dezembro de 2019, dando lugar ao Supermercados BH. A logo foi realocada para um espaço “escondido”, na barra frontal das camisas de jogo e treino, e não faz mais referência ao produto personalizado do clube.









