Aos 35 anos, com passagens no futebol europeu e uma carreira experiente na bagagem, Leandro Castan vive um drama em São Januário, aonde chegou em 2018 para escrever sua história no Vasco. Contudo, o final da temporada 2021 terminou com uma onda de cobranças e críticas, que tiveram seu ápice nas vaias intermitentes que recaíram sobre o zagueiro no último jogo do Vascão.

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Castan se posicionou sobre o momento que atravessa no clube. Praticamente se abriu sobre a crise com a torcida, ao conceder entrevista para o canal de Rica Perrone, “Cara a Tapa”. De fato, a hostilidade foi intensa, com pedidos de que deixe o Vasco, entoados pelo estádio na partida contra o Remo. O zagueiro não se mostrou abalado, porém, fez uma ressalva para que haja respeito, sem uso de violência.
“Neste último jogo, que estavam vaiando, a bola vinha, eu errava. Se errasse, pedia de novo. Cada um tem o direito de julgar da maneira que quiser. Eu não fico chateado com o torcedor que vaia. Ele está lá no estádio, pagou, é um direito dele. O negócio não pode colocar a mão, agressão. No estádio, ele tem o direito de vaiar, xingar. Eu não respondo, engulo seco e vamos para frente”, declarou o jogador.
O zagueiro foi além e explicou sobre o peso que costuma recair em seu setor: “Como sou zagueiro, não consigo fazer um gol para esconder meu erro. Quando erro, está lá. Sempre dei meu máximo e qualquer pessoa que trabalhou comigo no Vasco pode falar isso. Qualquer funcionário do Vasco que trabalhou comigo sabe disso. Esse é o legado que eu vou deixar aqui quando for embora. Quando perguntarem que foi o Castan, falarão sobre meu caráter, que ficará comigo para sempre. Ninguém pode falar nada sobre isso”.
A entrevista abordou sua relação com o Vasco, tanto por sua trajetória, quanto ao futuro, ou não, na Colina: “Sempre tento fazer minha parte em campo. Tive várias oportunidades de ir embora, sempre fiquei para ajudar, tentar ser o herói. Mas tem aquela frase do filme do Batman: ‘Ou você se torna herói ou fica o tempo suficiente para se tornar vilão’. Eu fiquei e hoje sou o vilão da parada. Dentro de campo, tenho minha consciência tranquila, que sempre dou meu máximo”.
A continuidade do zagueiro na Colina é uma incógnita, até porque, seu contrato ainda tem vigência de mais uma temporada. Porém, Castan não faz projeções e aguarda definições n clube, mas, o jogador deixou claro o amor pelo clube, traduzido em gratidão:
“Tenho contrato até o final do ano (final de 2022). Depende de quem vai chegar (diretor e treinador). Eu não sou aquele cara que vai dizer que tenho que ficar aqui. Se disserem que acabou, eu saio. Estava na Roma com contrato até 2020, ganhando em euro, e falaram que não dava mais. Fui lá, rescindi meu contrato e é assim a vida. Gosto muito do clube e tenho uma gratidão enorme pelo Vasco, todo mundo que está do meu lado sabe, amigos, família”, seguiu.









