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Ranking de favoritismo das 18 seleções já confirmadas na Copa do Mundo Feminina 2027

Confira como estão as 18 seleções já classificadas no ranking de favoritismo para a Copa do Mundo Feminina de 2027

Kerolin é um dos principais nomes da Seleção Brasileira na Copa do Mundo Feminina 2027. Foto: Eakin Howard/Getty Images
© Getty ImagesKerolin é um dos principais nomes da Seleção Brasileira na Copa do Mundo Feminina 2027. Foto: Eakin Howard/Getty Images

A Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 já conta com 18 equipes confirmadas no Brasil. As 14 vagas restantes para completar as 32 participantes serão definidas no Campeonato da CONCACAF no fim de 2026, nos disputados playoffs da UEFA com sete vagas e na repescagem intercontinental em fevereiro de 2027.

A reta final das eliminatórias traz enorme drama para potências tradicionais. Seleções de peso como Inglaterra e Suécia tropeçaram na fase de grupos e agora correm risco real de ficar fora do torneio, dependendo exclusivamente de vitórias na decisiva repescagem europeia.

Em contrapartida, azarões como País de Gales e Uzbequistão mantêm aceso o sonho de conquistar uma vaga inédita. Abaixo, confira o ranking de favoritismo das 18 seleções já classificadas, listadas da menor cotação até a grande favorita ao título.

18) Malaui

Malaui. Foto: Reprodução/FIFA

Malaui. Foto: Reprodução/FIFA

A seleção malauiana protagoniza uma das histórias mais marcantes da modalidade ao assegurar sua primeira classificação na história. O feito inédito vem embalado pelo brilho recente na Copa das Nações Africanas, onde a equipe desbancou forças continentais e provou que o investimento no futebol feminino do país começa a dar frutos. Trata-se de um marco transformador para o esporte local, que passa a figurar no mapa do futebol internacional.

No entanto, a disparidade técnica em relação ao cenário mundial ainda é imensa. A falta de rodagem contra seleções de fora da África e a inexperiência sob a pressão de um torneio deste porte colocam Malaui como a equipe de menor peso no papel. Para evitar um adeus precoce na fase de grupos, a equipe precisará focar na recomposição defensiva e explorar ao máximo as poucas chances de contra-ataque que surgirem.

17) Argélia

Argélia. Foto: Reprodução/FIFA

Argélia. Foto: Reprodução/FIFA

Beneficiada pelo novo formato e pelo aumento no número de vagas continentais, a Argélia carimbou seu passaporte ao demonstrar muita maturidade nas Eliminatórias. Com uma campanha baseada em um sistema defensivo rígido e vitórias pontuais fora de casa, a seleção argelina provou que sabe competir com eficiência no futebol africano, conquistando uma vaga amplamente merecida.

O grande entrave para o Mundial reside no abismo físico e tático que separa o futebol do norte da África das grandes potências globais. Contra adversárias da Europa e das Américas, a Argélia costuma sofrer com a intensidade do ritmo de jogo e a rapidez na transição. O objetivo realista será encorpar o meio-campo para tentar segurar os ataques rivais e competir com dignidade.

16) Filipinas

Filipinas. Foto: Albert Perez/Getty Images

Filipinas. Foto: Albert Perez/Getty Images

As Filipinas chegam a mais uma edição da Copa do Mundo impulsionadas por um projeto de recrutamento de atletas com dupla nacionalidade, a maioria atuando em ligas universitárias e profissionais dos Estados Unidos. Esse intercâmbio trouxe organização tática, capacidade física e uma disciplina defensiva notável, permitindo ao país bater de frente com rivais asiáticas tradicionais.

Apesar da consistência na retaguarda, a seleção sofre drasticamente quando precisa propor o jogo. Com pouca criatividade no setor de criação e um ataque que produz poucas finalizações por partida, as filipinas tendem a ser dominadas territorialmente. Para aspirar a algo além da primeira fase, o time precisará encontrar urgência e poder de definição em suas poucas chegadas ao ataque.

15) Camarões

Camarões. Foto: Reprodução/FIFA

Camarões. Foto: Reprodução/FIFA

Tradição e imposição física sempre foram as marcas registradas de Camarões na modalidade. A equipe utiliza a explosão muscular de suas atletas para sufocar os adversários desde a saída de bola e aposta em transições verticais e velozes para pegar as defesas desarrumadas. É um estilo de jogo agressivo que impõe respeito em qualquer sorteio de grupo.

A principal fraqueza camaronesa, contudo, reside na instabilidade tática quando enfrentam propostas de jogo mais cadenciadas. Diante de seleções altamente metódicas e frias na troca de passes, a equipe costuma ceder espaços por desorganização posicional. Corrigir o posicionamento sem bola e manter o controle emocional em momentos críticos será a chave para tentarem avançar ao mata-mata.

14) Marrocos

Marrocos. Foto: Foto: Reprodução/FIFA

Marrocos. Foto: Reprodução/FIFA

O futebol marroquino vive uma era de ouro fruto de pesados investimentos da sua federação em infraestrutura, academias e valorização da liga local. O reflexo em campo é uma seleção organizada, técnica e com jogadoras habituadas a partidas de alto nível. A vaga para 2027 consolida o país como a principal força emergente do continente africano.

Para não figurar apenas como coadjuvante na fase final, Marrocos precisará subir o tom no setor ofensivo. Embora o time construa bem as jogadas desde a defesa, a falta de agressividade dentro da grande área e a baixa conversão de chances têm custado caro em partidas decisivas. Ganhar poder de fogo é a missão principal da comissão técnica até a estreia.

13) Nova Zelândia

Nova Zelândia. Foto: Reprodução/FIFA

Nova Zelândia. Foto: Reprodução/FIFA

Sem a concorrência da Austrália na confederação da Oceania, a Nova Zelândia passeou nas Eliminatórias regionais e garantiu presença em mais um Mundial sem sobressaltos. A equipe conta com um elenco experiente, composto por atletas que atuam em ligas europeias e americanas, garantindo uma estrutura coletiva bastante funcional e acostumada aos grandes eventos.

A desvantagem das neo-zelandesas é o ritmo competitivo. Por enfrentarem pouca resistência em seu continente, o time chega aos Mundiais sem o desgaste e o cascudo tático que as seleções europeias e sul-americanas adquirem em suas Eliminatórias. Superar essa falta de teste no mais alto nível é o grande obstáculo para tentarem avançar de fase.

12) Argentina

Argentina. Foto: Franklin Jacome/Getty Images

Argentina. Foto: Franklin Jacome/Getty Images

A seleção argentina vem consolidando sua evolução no futebol feminino amparada na competitividade e na entrega de suas jogadoras. A equipe aposta na garra defensiva, na forte marcação individual e no talento isolado de suas peças ofensivas para desequilibrar partidas truncadas. É um grupo que vende caro qualquer resultado contra os favoritos.

A limitação técnica e a dificuldade de manter a posse de bola contra seleções de elite ainda são evidentes. Quando enfrentam o ritmo intenso e as trocas de passe envolventes dos times europeus, as argentinas acabam acuadas em seu próprio campo. Para almejar voos mais altos no Brasil, a Argentina precisará evoluir a sua transição ofensiva e ser letal na bola parada.

11) Coreia do Norte

Coreia do Norte. Foto: Albert Perez/Getty Images

Coreia do Norte. Foto: Albert Perez/Getty Images

O retorno da Coreia do Norte ao cenário mundial traz de volta uma das seleções mais temidas e enigmáticas da modalidade. Caracterizada por um preparo físico impecável e uma disciplina tática militar, a equipe asiática impõe um ritmo sufocante do primeiro ao último minuto, combinando velocidade nas pontas e forte pressão na saída de bola adversária.

A grande dúvida que paira sobre as norte-coreanas é o isolamento internacional e a falta de confrontos contra escolas ocidentais nos últimos anos. Sem o hábito de enfrentar estilos mais físicos e variados da Europa ou das Américas, o time pode ser surpreendido por variações táticas durante os jogos. A capacidade de leitura e adaptação rápida será o seu grande teste.

10) China

China. Foto: Janelle St Pierre/Getty Images

China. Foto: Janelle St Pierre/Getty Images

Dona de uma história gloriosa no futebol feminino, a China chega ao torneio sustentada pela experiência de quem conhece o caminho das fases finais. As “Rosas de Aço” mantêm a essência de um jogo coletivo solidário, paciência na construção de jogadas e uma resiliência mental capaz de reverter cenários adversos nos momentos decisivos.

Apesar da tradição, a seleção chinesa vive uma incômoda defasagem física em relação às potências atuais. Contra times mais altos, fortes e velozes, a equipe sofre para sustentar duelos individuais e acaba cedendo muito espaço na recomposição. A comissão técnica terá que apostar na inteligência tática e na precisão dos passes para compensar a inferioridade atlética.

9) Coreia do Sul

Coreia do Sul. Foto: Reprodução/FIFA

Coreia do Sul. Foto: Reprodução/FIFA

A Coreia do Sul fundamenta seu modelo de jogo em uma posse de bola vistosa e trocas de passes rápidas no meio-campo. Com meias de excelente visão de jogo, a seleção tem capacidade de controlar o ritmo da partida, atrair a marcação rival e encontrar espaços pelas pontas com muita leveza e refino técnico.

O ponto vulnerável das sul-coreanas continua sendo o jogo físico. O time é frágil na bola aérea defensiva e costuma ter dificuldades diante de seleções que praticam uma marcação sob pressão extremamente agressiva. Para ir longe no mata-mata, o elenco precisará ganhar corpo nos duelos corporais e proteger melhor a sua grande área.

8) Dinamarca

Dinamarca. Foto: Linnea Rheborg/Getty Images

Dinamarca. Foto: Linnea Rheborg/Getty Images

Com uma campanha irretocável nas Eliminatórias da UEFA, a Dinamarca carimbou o passaporte para o Brasil exibindo um futebol ofensivo, rápido e extremamente vertical. A seleção conta com atacantes incisivas e um meio-campo dinâmico, capaz de quebrar linhas defensivas com facilidade através de ultrapassagens e infiltrações constantes.

A grande pedra no sapato dinamarquês é o fator psicológico em partidas de grande exigência emocional. Historicamente, a equipe tende a oscilar dentro dos jogos quando sofre gols inesperados ou quando enfrenta forte pressão do rival. Trabalhar a parte mental será essencial para que o futebol solto das eliminatórias se repita no Mundial.

7) Colômbia

Colômbia. Foto: Marcos Brindicci/Getty Images

Colômbia. Foto: Marcos Brindicci/Getty Images

A Colômbia se firmou como uma das forças mais perigosas da América do Sul ao alinhar vigor físico com um talento individual refinado. Com jogadoras extremamente habilidosas no um contra um e um ataque intuitivo, a seleção colombiana consegue criar chances de gol do nada e empurrar as adversárias para o seu campo de defesa.

O calcanhar de Aquiles do time continua sendo o equilíbrio tático sem a bola. Em jogos contra seleções organizadas, a empolgação ofensiva muitas vezes deixa a linha defensiva exposta a contra-ataques rápidos. Se conseguir fechar os espaços pelo meio e ajustar a recomposição das pontas, a Colômbia ganha corpo de candidata séria.

6) Austrália

Austrália. Foto: Paul Kane/Getty Images

Austrália. Foto: Paul Kane/Getty Images

As “Matildas” chegam respaldadas por anos de consolidação no topo do futebol mundial e por um elenco acostumado a jogos decisivos em grandes ligas. Donas de um ataque devastador em transição rápida, as australianas utilizam a força física e a velocidade das suas pontas para massacrar as defesas adversárias em poucos toques na bola.

O risco estrutural da Austrália está na extrema dependência das suas principais individualidades. Quando os adversários conseguem neutralizar a criação do meio-campo e isolar o setor de ataque, o time perde a fluidez e passa a apostar em ligações diretas ineficientes. Diversificar o repertório tático é a tarefa principal para evitar reveses nas fases agudas.

5) Japão

Japão. Foto: Koji Watanabe/Getty Images

Japão. Foto: Koji Watanabe/Getty Images

O futebol praticado pelo Japão é uma aula de sincronismo tático, passe curto e ocupação racional de espaços. As japonesas ostentam o controle de bola mais refinado da modalidade, ditando o ritmo das partidas com uma frieza impressionante e encontrando brechas em defesas fechadas através de aproximações rápidas e triangulações.

A desvantagem permanece sendo a imposição física. Em confrontos diretos contra seleções de grande estatura e força muscular, o Japão por vezes acaba soterrado na bola aérea e nas disputas de corpo. Encontrar soluções táticas para anular o impacto físico das potências é o único detalhe que separa o país de brigar diretamente pelo título.

4) Brasil

Brasil. Foto: Alexandre Schneider/Getty Images

Brasil. Foto: Alexandre Schneider/Getty Images

Jogando diante de sua torcida, a Seleção Brasileira entra no torneio vivendo o ápice de um processo de renovação geracional. O time apresenta um futebol agressivo, veloz nas pontas e com forte poder de recuperação de bola no campo de ataque. O fator casa promete ser o combustível ideal para empurrar a equipe em busca de uma conquista inédita.

O grande desafio do Brasil será manter o equilíbrio emocional sob a imensa expectativa local e garantir a solidez defensiva nos momentos de pressão. A nova linha de zaga precisará provar seu valor e mostrar encaixe perfeito para neutralizar as atacantes de nível mundial, especialmente nas bolas alçadas e nos contra-ataques.

3) França

França. Foto: Catherine Steenkeste/Getty Images

França. Foto: Catherine Steenkeste/Getty Images

A França desembarca no Brasil ostentando um dos elencos mais recheados de talento do planeta, com peças de altíssimo nível atuando nas principais equipes da Europa. O time combina força física, técnica apurada e uma facilidade para construir jogadas tanto por dentro quanto pelas pontas, mantendo uma invencibilidade impressionante em seu ciclo preparatório.

O grande fantasma da seleção francesa é a sua própria mente. Apesar do futebol irretocável na fase de grupos e eliminatórias, o time acumula eliminações frustrantes nas quartas de final devido a instabilidades emocionais em momentos decisivos. Romper essa barreira psicológica é a única etapa restante para a conquista do sonhado troféu.

2) Alemanha

Alemanha. Foto: Jurij Kodrun/Getty Images

Alemanha. Foto: Jurij Kodrun/Getty Images

A máquina alemã chega ao Mundial com o peso de sua camisa e uma obediência tática quase matemática. Com um sistema de jogo bem consolidado, a seleção alia uma defesa sólida a um ataque implacável na bola aérea e nas jogadas de bola parada. A postura fria e competitiva faz da Alemanha uma das equipes mais difíceis de serem batidas em torneios curtos.

Após decepções recentes em competições continentais e mundiais, o grupo chega focado em retomar a hegemonia global. A busca por redenção traz um senso de urgência extra para o elenco, que tentará impor seu ritmo físico e tático do primeiro ao último minuto do campeonato.

1) Espanha

Espanha. Foto: Reprodução/FIFA

Espanha. Foto: Reprodução/FIFA

Na condição de atual campeã do mundo, a Espanha ocupa o topo do futebol feminino com um modelo de jogo baseado na posse de bola hipnótica, trocas de passes curtos e uma pressão sufocante assim que perde a pelota. O entrosamento da equipe é perfeito, permitindo ao time dominar a territorialidade das partidas contra qualquer adversário do planeta.

Com uma safra genial de meio-campistas e atacantes no auge de suas carreiras, a seleção espanhola entra no torneio como a grande equipe a ser batida. O desafio do grupo será manter a motivação em alta e lidar com o favoritismo absoluto, enfrentando adversárias que jogarão fechadas e prontas para explorar os raros espaços deixados por sua linha defensiva avançada.

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