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Futebol Feminino

Mercado agressivo e ambição máxima: os planos do Palmeiras feminino para 2026

Após temporada histórica, o Palmeiras feminino investe em mercado agressivo, reforços de peso e estrutura para disputar títulos em 2026

O futebol feminino do Palmeiras entra em 2026 sustentado por resultados, investimento e discurso claro de ambição. Após uma das temporadas mais vitoriosas da história da modalidade no clube, a gestão de Leila Pereira aposta em mercado agressivo, reforços de impacto e fortalecimento estrutural para manter o time entre os protagonistas. A presidente vê o feminino como parte central do projeto esportivo e não esconde o objetivo de disputar todos os títulos possíveis. O retorno de Bia Zaneratto simboliza esse posicionamento e reforça o peso do planejamento alviverde.

Leila Pereira. Foto: Marco Miatelo/AGIF
© Marco Miatelo/AGIFLeila Pereira. Foto: Marco Miatelo/AGIF

Nos últimos anos, o Palmeiras conquistou cinco dos seis principais títulos do futebol feminino nacional, ficando fora apenas do Brasileirão Feminino. Sob a gestão de Leila, o clube venceu três Campeonatos Paulistas (2022, 2024 e 2025), a Libertadores de 2022 e a Copa do Brasil de 2025. A temporada passada, em especial, entrou para a história com as conquistas do Paulistão, da Copa do Brasil Feminina e da Ladies Cup. Mesmo assim, a presença dominante do Corinthians mantém o nível de exigência elevado dentro da competição.

Durante a apresentação de Bia Zaneratto, Leila Pereira reforçou publicamente o compromisso do clube com resultados. “Vamos competir em vários campeonatos e não tenho dúvida de que, com o talento da Bia, com as contratações e as renovações que fizemos, vamos brigar por todos os títulos. É isso que nós gostamos de fazer”, afirmou a presidente. A fala reflete o ambiente interno do Palmeiras, que trabalha com metas esportivas claras e cobrança proporcional ao investimento realizado na modalidade.

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Bia Zaneratto é apresentada no Palmeiras. Foto: Fabio Menotti/Palmeiras

Bia Zaneratto é apresentada no Palmeiras. Foto: Fabio Menotti/Palmeiras

Mercado forte e manutenção da base

Entre os planos da diretoria está o aumento do número de jogos das Palestrinas no Allianz Parque, mesmo com a concorrência de shows e partidas do masculino. A Arena Barueri seguirá como alternativa, enquanto a Academia de Futebol será utilizada em momentos da pré-temporada. O clube busca aproximar o futebol feminino dos símbolos e da rotina do Palmeiras, tratando a equipe com a mesma visibilidade institucional. O CT de Vinhedo permanece como base fixa, com previsão de novos investimentos em performance e tecnologia.

Dentro de campo, o Palmeiras optou por uma mudança estratégica no comando técnico ao contratar Rosana Augusto. Ex-jogadora do clube, a treinadora chega com a missão de manter um futebol intenso, agressivo e alinhado à identidade vencedora construída nos últimos anos. A escolha também representa continuidade de ideias após a saída de Camilla Orlando, que passou a se dedicar integralmente à Seleção Brasileira Sub-20. O perfil de Rosana agrada pela leitura moderna de jogo e pela valorização da liberdade ofensiva.

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No mercado, a diretoria alviverde adotou postura agressiva e planejada. Além da repatriação de Bia Zaneratto, o clube acertou a chegada de Gláucia e prepara novos anúncios para a temporada. Paralelamente, o Palmeiras garantiu renovações estratégicas, como as de Tainá Maranhão e Brena, atletas valorizadas no mercado nacional. A estratégia busca equilibrar experiência, juventude e continuidade, evitando desmontes e mantendo um elenco competitivo ao longo do calendário.

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Venda recorde e reinvestimento no feminino

A solidez do projeto também se reflete fora de campo. A venda de Amanda Gutierres ao Boston Legacy, dos Estados Unidos, por US$ 1,1 milhão por 80% dos direitos econômicos, tornou-se a maior negociação da história do futebol feminino brasileiro. Segundo o diretor Alberto Simão, todo o valor será reinvestido na modalidade. “Montamos um projeto maravilhoso para a Guti. Todo o recurso gerado por esta negociação será investido em um centro de excelência para o futebol feminino e em tecnologia para as nossas atletas”, destacou. O movimento reforça a visão de Leila Pereira de crescimento sustentável e ambição permanente.

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