O Corinthians goleou o Santos por 4 a 1, no último domingo (9), no Canindé, pela 15ª rodada do Brasileirão Feminino. O resultado teve um detalhe importante: quatro gols foram marcados por jogadoras que, em sua maioria, iniciavam as partidas no banco.
Belén Aquino, Thaís Ferreira, Gisela Robledo e Rhaizza balançaram as redes na vitória. Com exceção de Thaís, as demais costumam entrar no decorrer dos jogos, cenário que pode mudar com o avanço do segundo semestre.
Emily Lima explicou que a tendência é ampliar os minutos dessas atletas após o período inicial de adaptação ao seu modelo. A treinadora destacou que mudanças de conceitos exigem tempo para serem assimiladas pelas jogadoras.
Emily Lima vê evolução após período de adaptação
A lateral-direita Gi Fernandes representa um caso emblemático. Durante o primeiro semestre, Emily chegou a utilizar Ivana Fuso e Juliete improvisadas na função, enquanto Gi perdeu espaço em diferentes momentos da temporada.
Depois da derrota para o Cruzeiro, em 18 de maio, a técnica cobrou uma postura mais agressiva da lateral de origem. Para Emily, a ação de Ivana no gol exemplificava o perfil buscado para a posição no Corinthians.
Desde a retomada do calendário, em 17 de julho, porém, Gi foi titular em três das seis partidas, incluindo o clássico contra o Santos. Emily afirmou que a jogadora vem entendendo melhor as exigências nos treinos e nos jogos e deve receber novas oportunidades.
Competitividade pode elevar nível das Brabas
A treinadora também ressaltou que a disputa interna é importante para tirar Gi da zona de conforto. “Quanto mais competitiva ela estiver em relação a uma outra jogadora da mesma posição dela”, explicou Emily, maior tende a ser o estímulo para a evolução.
Segundo a técnica, Gi demonstra desenvolvimento e já compreende melhor o que é pedido pela comissão. Emily avaliou que o período de adaptação ficou para trás e que a lateral poderá aproveitar mais oportunidades no segundo semestre.





