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Futebol Feminino

Cruzeiro intensifica estudos para entender sequência de lesões de LCA no futebol feminino

Após registrar sete casos de lesão de LCA em seu elenco feminino, o Cruzeiro intensifica estudos e monitoramento

Cabulosas. Foto: Talita Gouvêa/AGIF
© Talita GouveaCabulosas. Foto: Talita Gouvêa/AGIF

O Cruzeiro tem enfrentado uma preocupação que vai além dos resultados dentro de campo. Em 2026, seis atletas do elenco profissional sofreram rompimento do Ligamento Cruzado Anterior (LCA), aumentando o alerta dentro da estrutura celeste. A situação ganhou um novo capítulo com a lesão da zagueira Paloma Maciel, ocorrida durante treinamento com a Seleção Brasileira.

Além de Paloma Maciel, outras atletas passaram pelo mesmo problema ao longo do último ano. Estão na lista a zagueira Tainara, a lateral-esquerda Laura Felipe, as meias Sandoval e Gaby Soares, além das atacantes Millene e Ravenna. A primeira ocorrência foi registrada em julho de 2025, quando Sandoval sofreu a lesão.

Diante do cenário, o Cruzeiro iniciou uma ampla análise interna para tentar identificar fatores que possam estar relacionados às lesões. Segundo a gerente do futebol feminino, Luiza Parreiras, o clube vem reunindo informações de diferentes áreas para chegar a conclusões mais precisas. O objetivo é utilizar a estrutura disponível para compreender o que está acontecendo.

Estão acompanhando a situação do Departamento Médico das Cabulosas?

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Controle de dados faz parte da estratégia

Ao comentar o tema, Luiza Parreiras destacou que o trabalho envolve diversas frentes de acompanhamento. “A gente entende que não é somente uma infeliz coincidência, pelo alto índice de lesões que temos sofrido. Temos buscado, nessas últimas semanas, levantar todos os dados e informações que conseguimos ter, por meio da nossa estrutura. Vamos usufruir de tudo isso e chegar a uma conclusão sobre o que está acontecendo”, afirmou.

A dirigente também explicou quais indicadores estão sendo avaliados pela equipe multidisciplinar do clube. “É buscar informações de GPS, controle de carga, monitoramento de sono, humor, ciclo menstrual, percentual de gordura, hidratação pré e pós-jogo, psicologia… tudo isso estamos utilizando para tentar entender as reais causas. A gente sabe que a lesão de LCA no futebol feminino tem maior incidência, mas trabalhamos para poder reduzir esses números”, contou.

Paloma Maciel também é desfalque. Foto: Luciana Vermell/CBF

Paloma Maciel também é desfalque. Foto: Luciana Vermell/CBF

De acordo com Luiza Parreiras, a preocupação com o tema ultrapassou os limites do futebol feminino dentro do clube. “Isso tem preocupado o presidente e a diretoria. Estamos envolvendo os departamentos, tanto do feminino quanto do masculino, para achar as causas e implementar o que é necessário fazer”, concluiu.

Assunto mobiliza diferentes departamentos do Cruzeiro

Enquanto busca respostas para a sequência de lesões, o Cruzeiro também mantém o foco na temporada. As Cabulosas retornaram recentemente após um período de descanso e seguem na disputa do Brasileirão Feminino. Atual vice-campeã da Série A1, a equipe ocupa a sétima colocação e ainda luta por uma vaga nas quartas de final.

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