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Recurso de Bruno Henrique é rejeitado e acusação de estelionato pode ter punição severa

Defesa de BH não emplacou argumento sobre a polêmica com casas de apostas e o processo ganha um novo cenário

Bruno Henrique segue como réu - Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
© Thiago Ribeiro/AGIFBruno Henrique segue como réu - Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, continuará respondendo como réu por estelionato. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) rejeitou o recurso da defesa nesta quarta-feira. O atleta é investigado por supostamente forçar um cartão amarelo para favorecer apostadores em uma partida contra o Santos, válida pelo Brasileirão de 2023, que ocorreu em Brasília.

A defesa de Bruno Henrique argumentou que o processo não deveria ir para a frente porque as casas de apostas afetadas não tinham processado o jogador. O desembargador Jair Soares não concordou.

Ele destacou que, na verdade, as plataformas colaboraram diretamente com o caso, enviando alertas e informações sobre as apostas suspeitas logo após o jogo e a explicação foi detalhada no documento da Justiça.

O que a Justiça alegou?

“A representação para os crimes de ação penal pública condicionada não exige formalidade específica, bastando a demonstração inequívoca do interesse da vítima na persecução penal, cuja aferição, em sede de recurso especial, não pode exigir reexame de provas, sob pena de violação da Súmula n. 7/STJ”, crava um trecho da decisão do desembargador Jair Soares.

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Além do jogador rubro-negro, a Justiça do DF também recusou o recurso do irmão de Bruno Henrique, Wander Nunes Pinto Júnior, a cunhada do atleta, Ludymilla Araújo Lima e outras seis pessoas, que seguem réus por estelionato. Se condenados, eles podem receber pena de um a cinco anos de prisão. A informação é do portal Globo Esporte.

Bruno Henrique em ação pelo Mengo – Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

Bruno Henrique em ação pelo Mengo – Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

STJD liberou o atacante para jogar

Cabe pontuar que, na esfera desportiva, o caso foi arquivado em novembro de 2025 pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).Na ocasião, o colegiado optou por não aplicar uma pena de suspensão ao atleta, convertendo a sanção em uma penalidade pecuniária de R$ 100 mil, o que garante a regularidade do jogador para continuar em campo.

O vínculo com o Mengão segue forte: em maio deste ano, o Flamengo renovou com Bruno Henrique até o fim de 2027. No clube desde 2019 e ídolo incontestável da torcida, o camisa 27 tem 17 títulos na bagagem e divide com Arrascaeta o topo da lista de maiores campeões da história do clube.

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