A relação entre a comissão de Leonardo Jardim e o departamento médico do Flamengo não vem sendo das mais fáceis. Segundo informações divulgadas pelo ge.globo, o principal símbolo de um desgaste interno é o De La Cruz.
Mesmo liberado pelos médicos, o uruguaio ficou fora de diversas partidas por decisão da comissão técnica. A justificativa é que o jogador ainda não apresentava condições físicas ideais para atuar com segurança.
Depois do empate com o Internacional, Jardim explicou que De la Cruz retornou da seleção uruguaia em boas condições, mas um trabalho de fortalecimento acabou provocando um desconforto muscular. Desde então, o clube passou a controlar a carga de treinos para evitar novos problemas.
Comissão técnica e departamento médico pensam diferente
Na reapresentação ao Flamengo, De la Cruz realizou testes físicos e relatou um leve incômodo na parte anterior da coxa. Os exames descartaram lesão, e o departamento médico deu sinal verde para que ele treinasse normalmente.
Mesmo assim, Jardim preferiu não relacioná-lo para jogos importantes, como contra Chapecoense e São Paulo. A avaliação da comissão era de que o meia ainda não estava preparado fisicamente, enquanto o departamento médico entendia que ele já podia atuar.
Esse desencontro de avaliações não é novidade no Ninho do Urubu. Nos bastidores, a relação entre comissão técnica e departamento médico tem sido marcada por divergências sobre o momento ideal para o retorno de atletas liberados clinicamente.
Caso Léo Ortiz reforçou o desgaste interno
O episódio envolvendo Léo Ortiz aumentou ainda mais a tensão. O zagueiro era esperado para voltar rapidamente após uma lesão considerada simples, mas sentiu dores ao tentar retornar e precisou reiniciar o processo de recuperação.
Enquanto tenta recuperar o ambiente interno, o Flamengo também precisa decidir o futuro de De la Cruz. O meia recebeu uma proposta do Peñarol, já demonstrou interesse em deixar o clube e aguarda uma definição entre as partes. Até agora, porém, a negociação segue sem desfecho.




