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Samuel Ongaratto, executivo da Fatal Fans, responde à Nike sobre o Corinthians: “Faz parte”

Executivo Samuel Ongaratto conversou com o Bolavip Brasil e explicou como a empresa encarou o questionamento da fornecedora do Corinthians

Samuel Ongaratto, sócio e diretor de negócios do Fatal Fans - Foto Bolavip Brasil
Samuel Ongaratto, sócio e diretor de negócios do Fatal Fans - Foto Bolavip Brasil

A presença da Fatal Fans no calção do Corinthians gerou um questionamento da Nike, fornecedora de material esportivo do clube. Nas últimas semanas, a empresa entrou em contato com o clube para pedir esclarecimentos sobre o acordo com a plataforma de conteúdo adulto ligada ao grupo Fatal Model e sobre a exposição da marca no uniforme.

Em entrevista exclusiva ao Bolavip Brasil, Samuel Ongaratto, executivo da Fatal Fans, comentou o episódio e explicou como a empresa enxerga a convivência com outras marcas.

Fatal Fans explica convivência com outras marcas

Segundo Ongaratto, a situação com a Nike está sendo bem diferente de outras experiências da Fatal Fans no futebol. Desde 2022, a empresa afirma ter patrocinado mais de 25 times e dividido espaços de uniforme com marcas tradicionais.

O executivo também destacou a forma como a Fatal Fans trabalha sua comunicação e afirmou que esse episódio foi a primeira vez que viu uma marca não se sentir à vontade ao lado da empresa.

Olha, a gente já patrocinou mais de 25, 30 times desde 2022 para cá. Foram diversas competições e a gente dividiu os espaços de uniforme com várias marcas tradicionais ao longo desse tempo, sabe? E pouquíssimas vezes… Na verdade eu não lembro de nenhuma vez ter ocorrido de uma marca não se sentir à vontade do lado da gente, né? Até atribuo também isso muito à forma como a gente trabalha o marketing dos nossos produtos e serviços, de uma forma muito profissional, transparente, sóbria, não sensualizando o tema, não erotizando, nada nesse sentido, só fazendo uma campanha institucional. Então nós nunca tivemos… Foi a primeira vez assim que eu vi uma marca não se sentir à vontade com a gente, né. A minha visão sobre isso é encarar com naturalidade. Eu entendo, faz parte. Cada empresa e cada pessoa tem as suas convicções, seu julgamento do que acredita ser certo e errado, né? Mas independente do certo e errado, a gente hoje está atuando de forma lícita, de acordo com a legislação, pagando impostos, gerando empregos… A gente acredita que tá fazendo o certo, assim.”, iniciou.

Na sequência, ao falar sobre a percepção das marcas, Ongaratto afirmou que nenhuma empresa está livre de controvérsias ou de algum nível de rejeição. Foi nesse contexto que o executivo mencionou a própria Nike e lembrou de episódios envolvendo a fornecedora.

Eu penso que não tem marca que não tenha arranhões ou não tenha se envolvido em polêmicas… Você falou da Nike: a própria Nike alguns anos atrás se envolveu em assuntos… Lembro muito, eu era jovem naquela época — hoje eu tô aí nos meus 40 anos, acho que eu devia ter uns 20 anos de idade —, mas lembro da discussão da mão de obra para a confecção dos tênis, né? Lembro também, na década de 2000, daquele filme Super Size Me, sobre a crítica aos fast foods. Então, se você pegar, quase toda marca vai ter uma taxa de reprovação, algumas maiores, algumas menores.

Fatal Fans cita pesquisa sobre rejeição às marcas

Em combinação com o argumento de que toda marca está sujeita a algum nível de rejeição, Samuel citou uma pesquisa realizada pela Fatal Fans durante uma negociação com o clube Internacional.

Segundo o executivo, o levantamento analisou a taxa de reprovação de diferentes marcas presentes nos uniformes de Grêmio e Inter. Nesse quesito, a Fatal Fans registrou 12% de reprovação, contra 30% do Free Fire, 18% da KTO e 12% da Fruki Guaraná. Para Ongaratto, os dados reforçam a ideia de que diferentes marcas podem enfrentar algum grau de resistência entre os torcedores.

Nós fizemos uma pesquisa de aprovação de marca quando negociamos com o Internacional no ano passado, com uma empresa que trabalha com pesquisa científica, com metodologia, para questões eleitorais, intenção de voto… E nós fizemos uma pesquisa da taxa de reprovação de diversas marcas, inclusive a nossa, na camiseta tanto do Grêmio quanto do Inter, né? E nós ficamos com uma taxa de reprovação algo em torno de 12%. O Free Fire, que é um joguinho de videogame/computador, ficou com 30%. KTO, que é bet, ficou com 18%. Outras marcas que eu lembro aqui: Fruki Guaraná deu 12%! Guaraná deu 12%! Eu não sei o motivo de uma pessoa ser contra uma marca de guaraná na camiseta do seu time do coração… Talvez a pessoa pense que açúcar faz mal para a saúde, alguma coisa nesse sentido… Então acredito que ter alguma taxa de reprovação faz parte do processo.”, finalizou o executivo.

O episódio, que começou com o questionamento da Nike sobre a presença da Fatal Fans no uniforme, ainda tem outros desdobramentos, como a apuração do Ministério Público de São Paulo e a discussão sobre possíveis mudanças na exposição da marca.

Enquanto o Corinthians mantém o acordo, Samuel Ongaratto defende que a parceria deve ser analisada dentro da realidade comercial do futebol, em que diferentes empresas convivem e também estão sujeitas a níveis distintos de rejeição.

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