Dentre vários nomes que chegaram ao Corinthians como apostas, um dos principais, sem nenhuma dúvida, foi Jesse Lingard, especialmente pela expectativa que foi criada em decorrência de seu histórico, ficando mundialmente conhecido por conta dos ótimos momentos em solo europeu.
O inglês chegou em março de 2026, aos 33 anos, após uma boa temporada pelo FC Seoul — 41 jogos, 13 gols e sete assistências em 2025, sem nenhum custo inicial, gerando esperanças de que seria uma peça com experiência e qualidade.
No entanto, especialmente após a pausa para a Copa do Mundo, vem sendo pouco utilizado (apenas 233 minutos) no Alvinegro Paulista, começando somente uma partida como titular e perdendo espaço na equipe com Fernando Diniz.
Desde que foi contratado, seus números dentro de campo, inclusive, comprovam esse baixo rendimento: no geral, participou de 25 partidas, sendo apenas dez como titular, com dois gols e uma assistência, ou seja, participação direta em um gol a cada aproximadamente 335 minutos.
Longe da renovação automática:
A questão é que seu contrato atual é válido até o final deste ano, com renovação automática por mais uma temporada em caso de disputar pelo menos metade dos jogos do Timão na temporada, considerando 45 minutos ou mais em cada uma delas.
Porém, até o momento, só cumpriu 52,4% do caminho necessário, precisando de 10 jogos de 45+ minutos. Um ponto que é importante salientar é que, como os paulistas avançaram em algumas competições, o número de jogos necessários para entender o vínculo pode mudar conforme a interpretação contratual e o total de jogos em 2026.
A questão é que o prazo está extremamente apertado: Lingard precisaria jogar pelo menos 45 minutos em 10 dos próximos 15 jogos do Corinthians (caso seja eliminado nas quartas da Libertadores) para atingir a meta original de renovação.

Levando em consideração que Memphis Depay está recuperando a forma, Yuri Alberto deve voltar em breve aos gramados e que Kaio César briga por uma vaga, fica difícil imaginar que o inglês vá conseguir atingir essa meta necessária, ou seja, teria que buscar outras formas para permanecer.
A principal delas é conseguir evoluir nas oportunidades que receber, provando que, mesmo não jogando frequentemente, seria uma peça-chave ao elenco corinthiano na temporada de 2027 e que valeria a pena tê-lo à disposição por mais tempo.
Futuros são incertos:
Importante destacar que o próprio clube trata o futuro do camisa 77 como incerto, optando por esperar mais tempo antes de uma definição. Esse cenário também é visto com outros nomes que tem vínculo perto do fim, como é o caso de André Carrillo, por exemplo.





