Mesmo que o Corinthians esteja vivendo um momento vergonhoso, André foi chamado para defender a Seleção Brasileira principal nos amistosos contra Japão e Singapura, em novembro. Essa oportunidade representa um reconhecimento importante e aumenta sua visibilidade no mercado internacional, meses antes do início da janela de transferências.
Em decorrência disso, caso consiga se destacar em campo, o meio-campista passa a ter uma vitrine diferente, principalmente diante de clubes europeus que já demonstraram interesse em sua contratação, ou seja, o Timão não pode deixar essa oportunidade passar sem tentar transformá-la em uma negociação financeiramente vantajosa.
Propostas já chegaram:
Em março de 2026, o Milan, da Itália, esteve próximo de concluir a contratação após enviar uma oferta de 17 milhões de euros, sendo 15 milhões fixos e outros 2 milhões em bônus, pelos 70% dos direitos econômicos pertencentes ao Alvinegro Paulista, mas mesmo que a negociação tenha avançado para a troca de documentos, Osmar Stabile decidiu barrar.
Já na janela de agosto, o Corinthians recebeu investidas do Nottingham Forest, da Inglaterra, e do Olympiacos, da Grécia.
Os ingleses ofereceram 12 milhões de euros, enquanto os gregos apresentaram uma proposta de 10 milhões de euros, além de bônus por metas, mas a diretoria considerou os valores insuficientes.

Somando todas as competições em 2026, André soma 40 partidas, seis gols e duas assistências em 2026, números considerados expressivos para um meio-campista de apenas 20 anos, que atua como volante e também pode desempenhar funções mais avançadas no setor.
Vale lembrar que o jovem tem vínculo com o Corinthians até 31 de dezembro de 2029, renovado em agosto de 2025. A multa rescisória é de R$ 112 milhões para o mercado nacional e 100 milhões de euros para clubes do exterior.
Dívidas e opinião:
Essa venda por um valor mais considerável seria extremamente importante ao Timão, que convive com três punições de registro de jogadores: duas impostas pela Fifa e uma pela CNRD, da CBF, que somam aproximadamente R$ 21,5 milhões.
Além disso, também enfrenta pendências financeiras com o próprio elenco, incluindo direitos de imagem e premiações.
Resumidamente, a diretoria corinthiana precisa trabalhar nos bastidores para transformar a convocação de André Luiz em uma oportunidade de mercado, até porque uma venda bem conduzida pode ajudar a quitar dívidas, derrubar os impedimentos de contratação e regularizar os pagamentos ao elenco.





