O Corinthians completa 100 dias de transfer ban neste sábado (29) e ainda não tem prazo para quitar as dívidas de R$ 21,5 milhões que resultaram nas três proibições de registro de novos jogadores atualmente em vigor.
Na Diretoria Financeira, a prioridade máxima é manter os salários em dia e pagar os direitos de imagem atrasados dos elencos masculino e feminino. Premiações de campeonatos para as duas equipes também continuam em aberto.
Corinthians não prevê novas contratações na janela
Por esse motivo, a diretoria não considera viável pagar os R$ 21,5 milhões até o fim da janela de transferências, no próximo dia 11. A renovação de Memphis Depay vem sendo tratada como a única contratação do clube.
Após o acordo com o holandês, o Corinthians passou a analisar as situações dos dez jogadores com contratos terminando em dezembro. O objetivo é definir com quais atletas haverá tentativa de renovação.
As extensões contratuais não são impedidas pelos transfer bans. Assim como ocorreu com Memphis, o Corinthians pode registrar novos contratos com prazo estendido mesmo enquanto as punições estiverem em vigor.
Entre os jogadores com vínculos no fim estão Allan, André Carrillo, André Ramalho, Fabrizio Angileri, Hugo, Jesse Lingard, Kaio César, Matheus Pereira, Vitinho e Zakaria Labyad.
Três punições somam R$ 21,5 milhões em dívidas
O primeiro transfer ban entrou em vigor em 21 de maio, por uma dívida de US$ 1,5 milhão, cerca de R$ 7,5 milhões, com o Philadelphia Union pela contratação de José Martínez.
Em 18 de julho, o Corinthians recebeu uma segunda punição, de seis meses, da CNRD da CBF. O motivo foi o não pagamento da quinta prestação de um acordo de parcelamento de dívidas, no valor de aproximadamente R$ 8 milhões.
O terceiro transfer ban, segundo no âmbito da Fifa, entrou em 21 de julho. A punição ocorreu pela inadimplência na terceira parcela do acordo com o Midtjylland pela contratação de Charles, em 2024. A dívida é de 1 milhão de euros, cerca de R$ 6 milhões.
O Corinthians ainda chegou a ter um quarto transfer ban, acompanhado de uma multa de US$ 225 mil, aproximadamente R$ 1,15 milhão. O clube utilizou dinheiro antecipado da patrocinadora Fatal Fans para quitar a multa e derrubar a punição.





