Mesmo após algumas semanas, a polêmica atitude daFifa em retirar a suspensão de Balogun após expulsão contra a Bósnia segue tendo repercussão nos bastidores. Em uma publicação do jornalista Martyn Ziegler, do jornal britânico The Times, a decisão não foi por unanimidade.
Segundo o comunicador, Mohammad Al-Kamali, presidente da comissão disciplinar da FIFA, tomou sozinho a decisão de liberar o atacante para o jogo das oitavas de final da Copa do Mundo entre EUA x Bélgica.
De acordo com a reportagem do veículo britânico, os outros dezessete membros da pasta da Fifa, que precisavam ser ouvidos antes de uma decisão tão controvérsia, foram deixados de lado.
Caso Balogun ainda é discutido na Copa do Mundo
Balogun recebeu um cartão vermelho de forma direta pelo árbitro brasileiro Raphael Claus, na vitória dos EUA por 2 a 0 contra a Bósnia. Como de praxe, o centroavante foi suspenso de forma automática para a próxima partida, que seria contra a Bélgica.
Entretanto, a Fifa anulou a suspensão em decisão extraordinária, o que gerou revolta dos belgas. A UEFA, que também se mostrou contrária à decisão, afirmou que foi algo “sem precedentes, incompreensível e injusto”.
Mas além da falta de transparência, a Fifa também foi muito criticada pelo fato do próprio Donald Trump ter confirmado que entrou em contato com Gianni Infantino. De acordo com o The New York Times, foi o presidente norte-americano que pediu a revogação da suspensão do atacante.
Outra polêmica antes das semifinais
Depois do caso envolvendo Balogun, a Fifa teve que lidar com outra polêmica depois dos jogos das quartas de finais. Entre um deles, na vitória da Inglaterra por 2 a 1 sobre a Noruega neste sábado (11), o primeiro gol de Jude Bellingham foi alvo de muita reclamação dos noruegueses.
Isso porque os jogadores, comissão e jornalistas levantam a hipótese de que a bola bateu em um dos cabos de aço que seguram a câmera aérea do estádio de Miami, antes de cair no gramado. A situação acabou no início do ataque, que gerou no empate inglês ainda no primeiro tempo.
Antes mesmo do fim da prorrogação, a Fifa divulgou nas redes um comunicado. Nele, a entidade afirmou que o sensor da bola “não registrou nenhum pico” em um possível toque no cabo de aço.





