O Botafogo sofreu uma derrota categórica diante do Cienciano por 6 a 1 em partida realizada na última quinta-feira (13), em Cuzco, no Peru, válida pelo jogo de ida da Sul-Americana.
Além do desempenho desastroso em campo, o confronto trouxe de volta um velho problema. A posição de goleiro sempre foi uma pendência para o clube carioca, mas com as saídas de Neto e Léo Linck a torcida acreditou que isso havia sido resolvido.
A diretoria fechou a contratação de Warleson, agora titular da meta Alvinegra, e Gabriel Batista, como reserva. No entanto, assim como em episódios anteriores, o novo titular deixou claro que a posição continua carente.
Um velho conhecido
Em pelo menos dois dos gols sofridos, o goleiro poderia ter apresentado uma atuação mais eficiente e, talvez, reduzido a dimensão da humilhação e o impacto para o jogo de volta. Mesmo assim, parece improvável que o Glorioso consiga reverter esse placar na próxima partida.
Além dos erros que resultaram nos tentos do rival, Warleson também mostrou grande fragilidade ao sair jogando com os pés. Isso favoreceu a recuperação de bola do adversário, exigindo ainda mais esforço de um elenco já desgastado pela altitude.
É hora de recalcular a rota?
O profissional contratado como solução para a posição revelou, contudo, deficiências que precisam ser ajustadas. Diante da urgência, cabe perguntar se haverá tempo suficiente para sua evolução.
Após a goleada, a reação precisa ser imediata para tranquilizar os torcedores. O Botafogo tem condições de dar essa resposta? Isso dependerá sobretudo das decisões internas e de a comissão técnica conseguir refletir essas escolhas em campo.





