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Atlético-MG

Gabriel Delfim processa a organizada do Cruzeiro por usar sua imagem e lucrar com briga generalizada

Goleiro reserva do Galo não se calou após ver sua imagem exposta em material da torcida organizada do rival

Gabriel Delfim, goleiro reserva do Galo - Foto: Fabio Giannelli/AGIF
© Fabio Giannelli/AGIFGabriel Delfim, goleiro reserva do Galo - Foto: Fabio Giannelli/AGIF

Gabriel Delfim, goleiro reserva do Atlético-MG, virou personagem involuntário de um roteiro que mistura futebol e barbárie. O goleiro acionou a chamada Máfia Azul, organizada do Cruzeiro, por uso indevido de sua imagem — um detalhe jurídico que nasce de um episódio bem mais revelador.

Na final do Campeonato Mineiro, em 8 de março, o que se viu esteve longe de qualquer ideal esportivo. Delfim, reserva, acabou no centro de uma cena de agressões com Kaio Jorge, atacante do Cruzeiro. O jogo, que deveria decidir um título, expôs mais uma vez o quanto o futebol brasileiro ainda flerta perigosamente com o descontrole — dentro e fora de campo.

Segundo o processo, Gabriel Delfim sustenta que a Máfia Azul decidiu transformar o episódio em negócio. Passou a vender camisetas com estampa de caráter pejorativo, explorando a confusão sem qualquer autorização.

O que Gabriel Delfim pede na ação contra organizada?

Não se trata apenas de oportunismo comercial — é, na visão do goleiro, uma tentativa deliberada de lucrar às custas da sua imagem e de reduzir um episódio já lamentável à peça de deboche. Para o arqueiro, a organizada, além de vantagem financeira, “mancha sua honra e imagem”.

O desfecho, ao menos por ora, está no campo previsível do Judiciário. Gabriel Delfim pede indenização por danos morais e materiais, além da reparação pelo uso indevido de imagem. Quer também o básico: que cessem as vendas e que as publicações desapareçam. A causa foi fixada em R$ 45 mil.

Para você, quem provocou a confusão?

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Vale lembrar, que a briga, sem precedentes em um clássico mineiro, também bateu um recorde negativo. Isso porque foi o jogo em que mais atletas foram expulsos, divertidos com cartão vermelho, como bem apontou recente matéria do Bolavip Brasil.

Acordo entre as partes balizou as punições

Hulk em ação na treta total que tomou o Mineirão Foto: Fernando Moreno/AGIF

Hulk em ação na treta total que tomou o Mineirão Foto: Fernando Moreno/AGIF

Nos bastidores, Atlético-MG, Cruzeiro e a Procuradoria optaram por uma transação disciplinar para resolver o caso. Pelo acordo, cada atleta expulso deverá cumprir quatro jogos de suspensão. Além disso, os clubes foram punidos com multa de R$ 400 mil cada, valor que será destinado a ações sociais.

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