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Seleção Brasileira

“Acrescentou muito”; CBF aposta na tecnologia para melhorar qualidade do sono dos convocados de Tite para Seleção

Jogadores convocados puderam testar o anel inteligente em casa

Foto: Lucas Figueiredo/CBF | Tite
Foto: Lucas Figueiredo/CBF | Tite

A tecnologia pode ser um importante aliado no futebol. Dessa forma, aproveitando desses avanços tecnológico, a Seleção Brasileira tem utilizado desses benefícios para cuidar, inclusive, da saúde e do bem estar dos jogadores. Portanto, visando melhorar uma das preocupações da equipe canarinho, a CBF decidiu lançar mão do uso de um anel inteligente, que possui sensores na parte interna que monitoram além da qualidade do sono, a frequência cardíaca, temperatura corporal, entre outros fatores.

“Dormir é fundamental para a recuperação, para a liberação de hormônios importantes para a reconstituição muscular e o reequilíbrio mental e cognitivo dos atletas”, iniciou Guilherme Passos, fisiologista da Seleção, antes de completar: “O ideal é que o jogador passe por todas as fases do sono, que são: leve, moderado, profundo e REM (“Rapid Eye Movement”, que em português significa movimento rápido dos olhos)”, explicou ao GE.

Fred, do Manchester United, destacou que uso do anel inteligente ajudou na disciplina com o sono. “O anel me obrigou a ser mais disciplinado. Nunca dormi mal, mas, com a rotina, a gente não consegue controlar tanto. Agora tenho a disciplina: ‘Ah, essa noite sei que dormi oito horas no mínimo’, que é ideal. “Essa noite dormi sete, preciso melhorar, me organizar melhor para levar os filhos na escola”. Comecei a me organizar e isso me ajuda no dia a dia, no trabalho. É importante acordar saudável e bem para ir treinar, estar disposto no dia a dia. Me acrescentou muito”, contou. Vale destacar que jogadores convocados puderam testar o anel em casa enquanto estão em seus clubes.

O preparador físico Fábio Mahseredjian destacou a importância de um ritual de higiene do sono. “Adotamos estratégias de higiene do sono. O que fazer para não atrapalhar o descanso? Quarto fechado, não deixar a luminosidade entrar, temperatura correta, não usar tablet, smartphone ou televisão, que é o mais difícil para essa nova geração. Tudo isso vai ajudar o atleta a conseguir dormir melhor. Não só em termos de volume, mas também a qualidade do sono ser boa”, comentou.

O preparador ainda destacou que a equipe vem pensando em estratégias para lidar com a rotina na Copa do Mundo. “Tem mais um agravante: na fase de classificação, dois jogos nossos serão às 22h. Os atletas que jogarem irão conseguir dormir por volta das 5h. O jogo vai acabar meia-noite, até sair do estádio, chegar no hotel, conseguir se alimentar e ir para a cama, vai ser 5h. Aí existem estratégias que já estamos discutindo, de colocar o treino e o almoço do dia seguinte mais tarde”, contou Fábio Mahseredjian.