O São Paulo enfrenta mais um capítulo turbulento nos bastidores. Conselheiros do clube protocolaram, nesta terça-feira, um pedido formal de expulsão do conselheiro vitalício Antonio Donizete, conhecido como Dedé, junto à Comissão de Ética da instituição.

Diretor era apoiador de Casares – Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal
Diretor era apoiador de Casares – Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

No documento, os signatários alegam que o dirigente teria protagonizado “condutas incompatíveis com os deveres inerentes ao cargo”. A acusação está diretamente ligada ao envolvimento de Dedé em um processo milionário movido pela empresa FGoal contra o clube.

Segundo os conselheiros, o ex-diretor social teria contribuído com elementos utilizados pela empresa na ação judicial. A interpretação interna é de que essa postura prejudica diretamente o São Paulo em uma disputa sensível.

Defesa nega irregularidades

A defesa de Dedé, conduzida por Erivaldo Cardoso, afirma que o dirigente apenas respondeu a uma notificação formal da empresa. Segundo ele, a manifestação foi feita por obrigação legal, sem favorecimento a qualquer das partes envolvidas.

Além disso, o conselheiro afirma que ainda não foi oficialmente notificado sobre o pedido de expulsão. A expectativa é de que o caso avance nos próximos dias dentro dos órgãos internos do clube.

Dedé será expulso?

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O episódio ganha ainda mais repercussão por conta das investigações em andamento. Dedé é alvo de inquérito da Polícia Federal e do Ministério Público, que apuram possíveis irregularidades relacionadas à gestão e contratos dentro do São Paulo.

Fachada do MorumBis. Foto: Fabio Giannelli/AGIF

Caso FGoal amplia tensão no clube

O centro da polêmica envolve a relação do São Paulo com a FGoal, empresa responsável pela operação de alimentos e bebidas no Morumbis. O clube rescindiu o contrato após identificar movimentações financeiras consideradas irregulares.

A empresa, por sua vez, entrou na Justiça para tentar restabelecer o vínculo, utilizando como base documentos e comunicações que envolvem o nome de Dedé. Esse ponto sustenta parte das críticas feitas pelos conselheiros.

Internamente, o caso expõe falhas de governança e decisões tomadas sem formalização adequada, o que aumenta a pressão sobre dirigentes e órgãos administrativos do clube.