Depois da primeira vitória do São Paulo na atual edição do Campeonato Paulista, no 1 a 0 da última quarta-feira (9), diante do Santo André, o técnico Rogério Ceni aproveitou o “alívio” do resultado para cutucar a organização do clube. Em meio às críticas, o ex-goleiro do Tricolor citou descontentamento com o Departamento Médico, o fato da “piscina estar sem água” e jogadores “indo embora às 13h45” durante a recuperação.
Mesmo com as críticas de Ceni voltadas à organização são-paulina, uma parte dos torcedores entendeu que os alvos também poderiam ser os jogadores. Entretanto, segundo apuração do jornalista Eduardo Affonso, da ESPN, o grande incômodo do ídolo tricolor se dá por conta da economia feita pela antiga gestão, presidida por Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, em relação à estrutura do clube.
Não somente a “era Leco”, mas também a atual diretoria foi alfinetada nessa economia, que tem atrapalhado as atividades da equipe. Segundo a ESPN, Ceni gostaria de ter profissionais disponíveis por mais tempo, especificamente no DM, para que os jogadores lesionados conseguissem se recuperar mais rapidamente. Em vista disso, mostrou o fato de que, quando era jogador, se recuperava em até três períodos.
Agora, isto não é possível porque, diante do corte de gastos, os profissionais ficam menos tempo no clube. Também segundo Affonso, um jogador do Tricolor, que não foi revelado, pediu de forma direta para fazer tratamento em mais de um período do dia quando esteve lesionado, mas foi recusado justamente por não ter profissionais para o acompanharem. Vale lembrar que Ricardo Sasaki, um dos criadores do Reffis, foi demitido no fim de 2021.




