O Santos trabalha nos bastidores para derrubar o transfer ban imposto pela Fifa, mas a punição não impede o clube de negociar saídas ou rescindir contratos. Ainda assim, o zagueiro João Basso e o volante Tomás Rincón continuam oficialmente vinculados ao Peixe.

Tomás Rincón perdeu espaço no meio-campo e Santos quer rescindir com venezuelano
© IMAGO/Sports Press PhotoTomás Rincón perdeu espaço no meio-campo e Santos quer rescindir com venezuelano

A diretoria aguarda a antecipação, junto a um banco estrangeiro, dos valores da venda do lateral-esquerdo Souza ao Tottenham. A operação deve render mais de R$ 82 milhões ao Peixe, dinheiro que será utilizado para manter o elenco, resolver pendências financeiras e quitar a dívida com o Arouca, referente à contratação de Basso, estimada em cerca de R$ 15 milhões.

O pagamento é considerado fundamental para que o Santos consiga reverter a punição e voltar a registrar atletas. Atualmente, o transfer ban impede inscrições de reforços e até renovações contratuais.

Transfer ban impede Santos de contratar e registrar novos vínculos

Um exemplo do impacto é o volante uruguaio Christian Oliva. Já integrado às atividades no CT Rei Pelé, o jogador, que deixou o Nacional, do Uruguai, ainda não pode ser registrado oficialmente.

Apesar da restrição, a Fifa permite que clubes sob transfer ban vendam atletas, emprestem jogadores ou rescindam contratos normalmente. Nesse cenário, o Santos chegou a encaminhar o fim dos vínculos de Basso e Rincón, que perderam espaço com o técnico Juan Pablo Vojvoda.

Rincón e João Basso ainda estão vinculados ao Peixe e não é por causa do transfer ban

Contudo, até o momento, nenhuma das rescisões foi formalizada, e a dupla segue com contrato ativo no Santos FC, frequentando a rotina profissional ligada à Vila Belmiro.

A expectativa interna é resolver a pendência com o Arouca nos próximos dias, liberar o transfer ban e, então, definir de forma definitiva a situação dos jogadores fora dos planos.