O ex-volante Lucas Leiva está entre os atletas que alegam prejuízo milionário em um projeto imobiliário nos Estados Unidos. A empresa D32 Wholesale LLC, ligada ao ex-goleiro Doni, tornou-se alvo da Justiça americana por suposto descumprimento de contratos firmados com investidores.

Willian Arão fora expõe contraste entre o Santos com controle e o Santos sem organizador – Jota ErreAGIF
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O caso tramita no Tribunal do Condado de Orange, na Flórida, que realizou audiência nesta semana e marcou novos depoimentos para o início de maio. A ação envolve também o sócio Werner Macedo.

Promessas de alto retorno e obras paradas

A D32 captava recursos para construção de imóveis em regiões da Flórida, prometendo retorno de até 15% em um prazo de até 18 meses. Segundo investidores, porém, as obras não avançaram como previsto e os valores aportados não foram devolvidos.

Relatos anexados ao processo indicam abandono de projetos e divergências entre relatórios financeiros enviados aos investidores e a situação real nos canteiros de obra. A Justiça dos EUA apura possíveis irregularidades na captação e na destinação dos recursos.

Valores envolvidos

Entre os nomes citados nos autos aparecem:

  • Diego Alves, com cerca de US$ 3,9 milhões investidos;
  • Lucas Leiva, com pouco mais de US$ 2,2 milhões;
  • Willian Arão, que confirmou ação contra a empresa;
  • Renato Abreu e Fellype Gabriel, também mencionados no processo.
SP – SANTOS – 10/01/2026 – PAULISTA 2026, SANTOS X NOVORIZONTINO – Willian Arao jogador do Santos durante partida contra o Novorizontino no estadio Vila Belmiro pelo campeonato Paulista 2026. Foto: Jota Erre/AGIF

Os contratos, segundo as defesas apresentadas, previam participação societária nos empreendimentos e remuneração fixa.

Repercussão e alerta

O avanço do processo reacende o debate sobre segurança jurídica em investimentos realizados fora do país, especialmente por atletas e ex-atletas que buscam diversificar patrimônio no mercado imobiliário internacional.

A repercussão também amplia o escrutínio sobre a governança de empresas que captam recursos no exterior e expõe os riscos envolvidos em promessas de retorno elevado em curto prazo.

Para Lucas Leiva e os demais investidores, o desfecho agora depende da apuração judicial nos Estados Unidos e das decisões que serão tomadas nas próximas audiências.