O sonho do Grêmio por Bento ganhou um adversário de peso e colocou o negócio em risco. O Genoa, da Itália, entrou forte na disputa pelo goleiro do Al-Nassr e transformou uma negociação já delicada em um verdadeiro teste de paciência e estratégia para o Tricolor.

Desde os primeiros contatos, a diretoria gremista tratava a possível chegada de Bento como uma operação complexa. O alto salário e a necessidade de ajustes financeiros já exigiam cautela. Agora, com a investida europeia, o cenário mudou de patamar e passou a envolver diretamente o apelo do futebol internacional.
O ponto de virada veio com a entrada do Genoa. O clube italiano enxerga Bento como uma oportunidade estratégica, e a chance de atuar na Europa mexeu com o jogador.
O goleiro avalia o retorno ao Brasil de forma positiva, mas a vitrine europeia pesa, e muito, na tomada de decisão, especialmente em um momento crucial da carreira.
Nos bastidores, a análise é clara!
O salário de R$ 3,3 milhões mensais está fora da realidade do Grêmio, que hoje consegue arcar com menos da metade desse valor. Especialistas apontam que a negociação só avançaria com divisão salarial ou readequações contratuais profundas, alternativas que exigem tempo e boa vontade de todas as partes.
Mesmo assim, o Grêmio não saiu da mesa. A diretoria segue ativa, monitora o mercado e mantém conversas abertas, ciente de que o desfecho pode acontecer a qualquer momento. A expectativa é de uma definição rápida, já que o avanço do mercado reduz a margem de manobra.
Grêmio vai perder Bento?
O contexto lembra outras disputas recentes do futebol brasileiro. Em negociações anteriores, clubes nacionais perderam alvos para a Europa justamente pelo peso esportivo e financeiro, mesmo quando o projeto técnico no Brasil era competitivo. Estatisticamente, jogadores em idade de auge, como Bento, costumam priorizar o mercado europeu.