Próximo adversário da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, o Japão surpreendeu pela campanha consistente, além da eficiência ofensiva como principal arma no torneio.
Segundo dados levantados pelo Gato Mestre, do ge.globo, em três partidas os japoneses marcaram sete gols e converteram uma bola na rede a cada 3,71 finalizações, um dos melhores índices da Copa do Mundo de 2026.
A equipe também criou oportunidades de alta qualidade, com sete finalizações cara a cara com o goleiro, reflexo de um sistema ofensivo que privilegia movimentação e infiltrações em velocidade.
Apesar da boa produção ofensiva, o Japão também apresenta características que podem ser exploradas pelo Brasil. Metade das finalizações da equipe acontece de fora da área, uma escolha que reduz a probabilidade de conversão e evidencia a dificuldade para encontrar espaços contra defesas mais compactas.
Kamada, Ueda e Ito lideram setor ofensivo
Entre os destaques individuais, Daichi Kamada aparece como o jogador mais decisivo da seleção japonesa. O meia marcou dois gols em apenas duas finalizações e lidera o elenco em eficiência ofensiva. Logo atrás está Ayase Ueda, também com dois gols, participando constantemente das principais jogadas de ataque.
Outro nome que merece atenção é Junya Ito. Aberto pelo lado direito, o atacante é responsável pelas cobranças de escanteio e faltas laterais, fundamento que já rendeu um gol na competição.
Organização coletiva é principal trunfo
Muito além dos números individuais, a principal característica do Japão é a disciplina tática. A equipe mantém linhas compactas, ocupa bem os espaços e busca ataques rápidos com trocas de passes objetivas.
O trabalho de Hajime Moriyasu, no comando da seleção desde 2018, consolidou um time equilibrado e competitivo, capaz de alternar momentos de posse com contra-ataques em alta velocidade. O Brasil de Ancelotti terá um desafio e tanto pela frente com os japoneses e que requer muita atenção do elenco se quiser avançar de fase no Mundial.




