O Santos depositou na manhã desta terça-feira(12), o salário referente ao mês de abril de 2020. Além do atraso, o Peixe também descumpriu o acordo prévio feito com o elenco. O valor do corte não foi passado com antecedência e irritou ainda mais os jogadores. A informação foi publicada pela Gazeta Esportiva e confirmada pelo UOL Esporte.
O elenco rejeitou a proposta do presidente José Carlos Peres, que sugeriu um corte de 70% nos salários. Mesmo sem aprovação, o mandatário descumpriu o acordo e depositou apenas 30% do salário total dos jogadores devido à pandemia do Covid-19. Parte dos atletas pretende procurar auxílio jurídico para decidir o que fazer.

A situação dos jogadores que recebem direito de imagem é ainda mais grave, até porque o acordo está frequentemente atrasado, chegando a três meses sem recebimento para alguns atletas. Funcionários que recebem até R$ 6 mil foram pagos normalmente. Quem recebe mais do que esse valor, teve um corte salarial considerável. Procurado pelo UOL Esporte, um membro do Comitê de Gestão do Santos afirmou que o Peixe está dentro da lei na redução de acordo com autorização do SINDESPORTE e do SINPEFESP.
O Santos enviou um comunicado via e-mail comunicando o corte nos salários. O comunicado alerta a possibilidade da redução durar até os pagamentos de junho e julho. A diretoria confirma que todos os funcionários terão estabilidade, ou seja, não poderão ser mandados embora. O acordo é garantido pelo dobro do tempo em que estiverem com salários reduzidos. Além disso, receberão mais um salário no fim do contrato.





