OSport convive com problemas financeiros em Pernambuco. Em meio à diminuição de receitas durante o período sem jogos por conta da pandemia do novo coronavírus, o presidente Milton Bivar trabalha para resolver a situação. A diretoria, nesta semana, se movimentou para adiar a cobrança de uma dívida e tentar reaver um suposto débito antigo do Flamengo em uma negociação.

As ações do Leão da Ilha, entretanto, foram sem sucesso.Há uma semana, o clube entrou com um recurso no Tribunal Regional do Trabalho da Sexta Região (TRT-6) tentando suspender temporariamente um processo movido por Ronaldo Alves. O zagueiro cobra R$ 4.105,680,00, referentes a salários, 13º, FGTS, direitos de imagem e luvas pela renovação contratual em atraso.
O requerimento foi negado pela Justiça apesar das alegações da diretoria pernambucana. O site Superesportes apontou os motivos apresentados pelo Sport. O clube alegou que”o mundo enfrenta um evento epidêmico, que não encontra precedentes na história mundial, a qual consiste na doença causada pelo chamado coronavírus (COVID19), que está desencadeando inúmeras mortes no Brasil, tendo acarretado o reconhecimento do estado de calamidade pública”.
A defesa ainda destaca a diminuição de receitas pelo período sem jogos. Adesembargadora Dione Nunes Furtado da Silva, porém, negou e argumentou: “Há também de se considerar que o demandante, parte hipossuficiente dessa relação, também foi surpreendido pela grave crise ocasionada pela pandemia, que aguarda o pagamento dos seus haveres trabalhistas (verbas de natureza alimentar) há aproximadamente um ano e três meses, e que possa se encontrar sem fonte de renda, principalmente considerando exatamente toda turbulência causada pela pandemia da COVID-19, impedindo a prestação de serviços por parte dos trabalhadores e gerando elevados índices de desemprego”.
Ainda cabe recurso ao Sport no processo do zagueiro, que rescindiu contrato de forma indireta e rumou ao CSA, ehoje defende o Náutico. “No caso em apreciação, não há necessidade de se declarar a suspensão do processo, pois, além de se tratar de feito que tramita na via eletrônica, justamente para evitar prejuízo diante das circunstâncias fáticas acima mencionadas, a Administração deste Tribunal já expediu o Ato Conjunto TRT6-GP-GVP-CRT n.º 07/2020, no qual se suspenderam os prazos processuais no período de 13 a 31 de maio de 2020, o que implicou na prorrogação do prazo do ora requerente, no tocante ao próximo ato processual, para 2 de junho de 2020”, completou a desembargadora.
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Caso Renê
O Sport enviou uma notificação extrajudicial ao Flamengo na última semana, questionando o pagamento deR$ 5,6 milhões com relação à renovação do jogador com os cariocas. No entanto, segundo revelou o jornalista Venê Casagrande, o Leão não tem dinheiro a receber o valor.Em 2014, a equipe de Pernambuco, o jogador e a MP Eventos assinaram uma concessão de direitos econômicos, com o clube cedendo parte do passe à empresa.
Quando o Flamengo contratou Renê, pagando R$ 3,5 milhões, o Leão não ressarciu a empresa, cedendo o restante dos direitos que lhe pertenciam. Já em 2019, quando renovou com o atleta, o Mengão pagou mais R$ 5,6 milhões por outros 25% de Renê, valor que pertence somente à empresa. Os cariocas, desta forma, detém 75% dos direitos, com o restante sendo da MP Eventos.