O Botafogo segue tentando manter em dias os salários dos seus funcionários, e para tal o time acionou um acordo feito com o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região que determina que o clube não deve ultrapassar o teto de 6º salários mínimos, o equivalente a R$ 66 mil por funcionário.
O objetivo do acordo era garantir que o clube carioca conseguisse honrar o pagamento da sua folha de funcionários durante o período de escassez financeiras, provocados principalmente pelas restrições impostas pela covid-19 que fez muitos clubes perderem não apenas a arrecadação de bilheteria, como também o declínio no número de sócios torcedores.
E nos últimos dois meses a situação se complicou para a Estrela Solitária, que agora só tem recursos suficientes para garantir os pagamentos referentes a este mês de outubro, que serão pagos em novembro. Em juízo o clube ganhou o direito de separar R$ 39 milhões para pagar os salários, o valor deve ser livre de outras penhoras.
Agora o clube corre contra o tempo para arrecadar o suficiente para honrar os salários até o fim do ano. O Botafogo já buscou enxugar a sua folha de pagamentos, ao encerrar o vinculo com Diego Cavaliero, Guilherme Santos e Alexander Lecaros. Além disso o alvinegro conta com a chegada de novos patrocinadores, e o retorno do público aos estádios para aliviar as finanças.
Apesar do acordo garantir que os funcionários não fiquem sem receber até o fim do ano, os valores em aberto com grande parte do quadro do clube, giram em torno de R$ 1 milhão por mês. Além da sobra de alguns salários, o time também tem em aberto os direitos de imagem e as rescisões de contrato mais caras. O clube solicitou que a ação seja estendida até março de 2022.