A diretoria do Botafogo segue se movimentando no mercado da bola para qualificar o elenco do técnico Marcelo Chamusca. Depois do zagueiro Joel Carli, que renegociou uma dívida e retornou ao clube, o Glorioso está próximo de anunciar oficialmente o meio-campista Ricadinho, ex-Ceará. Após acertar com nove nomes, a alta cúpula analisa seus próximos passos.

O objetivo do clube é buscar mais reforços para o início da Série B do Campeonato Brasileiro, principal competição da temporada. O Botafogo, entretanto, trabalha sem pressa no mercado e deve seguir suas observações até o encerramento do Estadual. Em entrevista ao site Globoesporte.com, o diretor de futebol Eduardo Freeland abriu o jogo.
“Vetamos algumas possibilidades, trouxemos outras, alguns atletas já saíram. A gente vai olhar com um pouco mais de calma até o final do Estadual, sem gerar expectativa fora do nosso padrão. Temos que ser responsáveis com o clube, que espero que esteja mais oxigenado a partir do ano que vem (…) Temos mais dois meses para analisar com calma e talvez trazer mais uns quatro, cinco reforços. Não deve ser muito mais que isso“, comentou.
O dirigente explicou as movimentações até o momento, que contaram com avaliação, inclusive, de Eduardo Barroca. “Basicamente contratamosum por posição, mesmo tendo atletas de bom nível e que estão entregando em algumas posições. A gente procurou organizar as contratações com um perfil específico. O Chamusca participa, o Barroca participou, mas as contratações são do Botafogo, a análise vai além do treinador, com análise de mercado, desempenho, saúde“, disse.
A expectativa é que as futuras contratações sigam o perfil das últimas realizadas.”Se fizer um estudo das últimas equipes que subiram, a média de idade é de 25 a 28 anos, e a equipe do Botafogo que visualizei quando cheguei era muito jovem. E os jogadores mais maduros não vinham sendo utilizados“, analisou.
“A média de idade era muito baixa e busquei trazer jogadores mais maduros, com características de liderança, para equilibrar mais o vestiário, o que proporciona ao atleta mais jovem uma menor responsabilidade de carregar o piano. A nossa intenção é continuar olhando para jogadores com um pouco mais de experiência, não necessariamente de idade, mas que deem mais casca para a equipe, para o vestiário, independentemente se vai ser titular ou não“, completou Freeland.