Depois de uma votação na noite desta segunda-feira (7), o conselho deliberativo do Cruzeiro decidiu pela expulsão do ex-presidente do clube, Wagner Pires de Sá. O empresário renunciou do cargo mandatário da Raposa há pouco mais de dois anos, após descobertas de irregularidades durante a sua gestão. Durante a assembleia, 113 dos 136 conselheiros que compareceram votaram a favor da expulsão.

Bruno Haddad/Cruzeiro – Ex-presidente é expulso do Cruzeiro
Bruno Haddad/Cruzeiro – Ex-presidente é expulso do Cruzeiro

Com essa decisão, Pires de Sá foi excluído do quadro de beneméritos. Além dos 113 votantes a favor, outros vinte votaram pela permanência do ex-presidente no conselho. Houve também dois votos nulos e um em branco. A reunião dos conselheiros, que também contou com a apresentação de uma defesa do empresário, foi fechada à imprensa. Ele ainda é réu em um processo criminal de novembro de 2020.

Na ocasião, o ex-dirigente cruzeirense foi denunciado por múltiplos crimes, como falsidade ideológica, apropriação indébita e formação de organização criminosa. Neste momento, o caso segue correndo na Justiça, em “segredo” e sem julgamento do mérito. Mais do que isso, ele é investigado pelo inquérito da Polícia Civil de Minas Gerais, com relação a negociações de atletas enquanto era presidente do clube.

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São 459 páginas e 18 itens apontados como irregularidades na gestão de Wagner Pires de Sá no processo que corre contra o seu nome. A comissão de ética e disciplina do Cruzeiro, na reunião desta segunda, considerou nove deles como graves, como nepotismo ao empregar e assalariar o filho com um cargo no clube, utilizar cartão corporativo para compras pessoais e pagar conselheiros que não poderiam ser remunerados.