O Cruzeiro passa por uma grande crise institucional e não há nenhum indício, pelo menos neste momento, da situação melhorar. Em meio a todo o caos,EndersonMoreira tenta montar um grupo para o início do Campeonato Brasileiro com objetivo de subir para a Série A no final do ano e, assim, começar o ano do centenário na primeira divisão do torneio nacional.

O grande problema é que a Raposa está afundada em dívidas e existe uma grande preocupação interna de que a Fifa possa realizar uma nova punição e o clube mineiro se complique ainda mais na temporada. O experiente lateral-direito Edilson concedeu entrevista para o programa “Bem Amigos”, doSportv, e lamentou que a torcida cruzeirense esteja passando por isso.
“O que fizeram com Cruzeiro no ano passado dói para nós jogadores. Quem permaneceu está sofrendo com tudo isso. Mas quem mais sofre é o torcedor. É ele que paga o ingresso. Ainda mais entrando 2019 com um elenco bom, fazendo um primeiro semestre muito bom, e de repente tudo desmorona. Tentamos achar soluções em campo, mas ficamos sem confiança e não conseguimos encontrar forças. Foi um ano para se esquecer. Lamentamos muito. Mas temos que abraçar, disputar a Série B e tentar nos reerguermos. Se ficarmos remoendo, não vamos conseguir dar a volta por cima e fazer o mínimo, que é colocar o Cruzeiro na Série A de novo”.
O medalhão também cravou que permanece no Cruzeirão Cabuloso e revelou que está focado em ajudar a instituição a se reerguer neste momento tão difícil. Ainda de acordo com o defensor, todos que ficaram, estãotrabalhando para honrar a camisa celeste e, com isso, conseguir resultados positivos dentro de campo.
“Eu vou ficar. Não tem a mínima possibilidade de eu sair. Robinho, Fábio, Léo, Ariel Cabral são alguns dos mais experientes que ficaram. O Fábio para mim é o maior ídolo da história do Cruzeiro. É um cara que quando fala no vestiário, eu sempre ouço. É uma das maiores lideranças que tive como jogador de futebol. O time passou por uma reformulação muito grande. Quem ficou sabe da situação do clube. Diminuímos 70% até 80% dos salários. Estamos abraçados com o Cruzeiro. Tivemos hombridade de reconhecer que todos erramos e encarar essa Série B. Mas não podemos falar de quem saiu, enquanto estiveram conosco foram homens”.