Nesta quinta-feira (4), o Vasco teve uma derrota bastante impactante para a moral da equipe. Ao perder para o Guarani por 1 a 0, o abatimento tomou conta de muitos jogadores, porém, em Fernando Diniz, ficou estampado em seu rosto durante a entrevista coletiva concedida após a partida. Não era para menos, o resultado negativo teve o gosto amargo de um gol do adversário logo na sequência de um pênalti perdido por Cano. Agora, as coisas complicaram para o Gigante da Colina, mas Diniz tenta manter o fio de esperança:

“Sentir, a gente sentiu mesmo, temos que sentir bastante, a dor, tristeza pelas duas derrotas, e por ter ficado mais difícil o acesso. Difícil não quer dizer impossível. A gente tem que pensar totalmente no próximo jogo contra o Botafogo e conseguir as próximas vitórias que a gente precisa. É muito anormal algumas coisas que aconteceram aqui, de maneira negativa. O pênalti do CRB, o número de defesas do goleiro naquele dia, hoje praticamente com a vitória na mão, jogamos melhor, controlamos boa parte do jogo. A gente, além de perder a chance da vitória com o pênalti, tomamos um gol de contra-ataque. Temos que acreditar até o final porque só assim temos a chance de reverter esse quadro”, pontuou o treinador Cruz-maltino.
O pênalti desperdiçado pelo artilheiro da Colina e respectivamente o gol do Guarani, aconteceram nos instantes finais do jogo, algo que segundo Diniz, desmobilizou o time. O técnico comentou o fato, porém, afirmou que a luta continua: “Eu acho que perder o pênalti deixou a equipe um pouco desmobilizada. Tivemos a chance de matar o contra-ataque do escanteio, que acabou culminando com o gol da vitória do Guarani. Em relação ao clássico temos que continuar trabalhando, temos cinco jogos pela frente e temos que tentar fazer cinco vitórias”, declarou.
Para completar, Diniz falou sobre seu futuro no Vasco, entre declarações de empatia total ao clube e lamentos sobre o atual momento, por ora, o técnico se disse centrado apenas em 2021: “O que eu posso falar é o seguinte, eu vou pensar só em 2021 neste momento. Eu adoro trabalhar no Vasco, eu estou fazendo tudo que eu posso e que eu consigo para que a equipe consiga evoluir e consiga sonhar com o acesso. Não é um discurso político, eu de fato gosto do Vasco, as pessoas que trabalham no clube são extremamente empenhadas em ajudar e a torcida é uma coisa que encanta, é um negócio mágico. Por isso me machuca mais. É uma torcida diferente. O Vasco tem muitas coisas que eu gosto, gosto de estar aqui”.
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O próximo compromisso do Vascão é no clássico diante do Botafogo. A missão de conquistar o acesso está mais distante, pois a equipe Cruz-maltina está na oitava colocação da tabela, com 47 pontos, sete atrás do Goiás, equipe que abre o G-4. As duas derrotas consecutivas pesaram para o Gigante da Colina, justamente na reta final do Campeonato Brasileiro da Série B.