O técnico Cuca está oficialmente de volta ao Atlético. Após o período de glórias no clube em sua primeira passagem, o comandante retorna com a missão de recolocar o Galo no caminho dos títulos. Apresentado oficialmente na Cidade do Galo na última terça-feira (17), o comandante já trabalha ao lado da diretoria e terá uma missão importante em seus primeiros dias.

Foto: Pedro Souza / Flickr do Atlético / Divulgação
Foto: Pedro Souza / Flickr do Atlético / Divulgação

Durante entrevista coletiva, Cuca indicou a necessidade de o Atlético diminuir seu grupo de jogadores, que atualmente conta com 45 nomes. O treinador deixou claro que pretende trabalhar com um plantel mais enxuto, buscando desenvolver o trabalho com todos aqueles que estiverem à disposição. A expectativa é que atletas sejam emprestados até para ganhar mais experiência e rodagem.

“Da última vez, a gente aproveitou bem a base. Foram importantes jogadores. Hoje, o Atlético tem 45 jogadores. É impossível trabalhar com 45 atletas. Você não vai ter o trabalho bem desenvolvido, não vai contentar a todos os jogadores, e o trabalho não vai ser de excelência. Tem que diminuir esse número de jogadores. Alguns tem que ser emprestados. As vezes eles pegam corpo, pegam know-how, para voltarem ou serem vendidos“, disse.

Sérgio Coelho, Cuca e Rodrigo Caetano: treinador foi apresentado ao lado da diretoria (Foto: Pedro Souza / Flickr do Atlético / Divulgação)

Já fiz isso em diversos clubes. Não há outra saída além de baixar o número de jogadores. Se tiver meninos despontando, automaticamente eles vão ser escalados. Eu tenho acompanhado o Campeonato Mineiro. A gente vai utilizando todos conforme a necessidade”, adicionou Cuca.

Diante de um elenco milionário e qualificado, o treinador garante que a definição do time sairá, estritamente, dos treinos e partidas. “Lógico que tendo esse grande elenco, você precisa saber distribuir as peças, encaixar o sistema de jogo, dinâmicas, movimentações. Cada treinador tem o seu. Pretendo, num curto tempo, definir o time titular, quem luta com quem e pelo quê, porque o jogador precisa disso; e com o tempo, eles serem os próprios fiscais. Eu me comprometo a pôr em campo aqueles que desempenham melhor nos treinamentos e nos jogos”, completou.