O Cruzeiro segue em busca de resolver casos de transferências internacionais que causaram problemas na Fifa. A Raposa teve uma resposta negativa da entidade após requisitar o pagamento de 150 mil dólares (hoje R$ 758 mil) pelo empréstimo do zagueiro Caicedo ao Barcelona de Guayaquil.

A Fifa barrou o recebimento da quantia após o juiz que analisava o caso ter avaliado que o clube Celeste não cumpriu o prazo de dois anos para reclamar tal direito. A resolução do juiz teve base no Regulamento sobre Estatuto e Transferência de Jogadores da Fifa, que determina o período válido para esse tipo de reclamação.
A transação por empréstimo aconteceu em julho de 2017. No acordo entre a Raposa e a equipe equatoriana, o Zeiro deveria receber 150 mil dólares em duas parcelas de 75 mil. Os pagamentos estavam acertados para que fossem realizados em 20 de dezembro de 2017 e a segunda parcela em 20 de janeiro de 2018. Os mineiros apontam o calote e afirmam que não receberam tais valores em nenhum dos prazos firmados.
A Fifa alega que a reclamação do Cruzeiro aconteceu em 18 de novembro de 2020, fora do prazo de dois anos, tempo estipulado para a vigência legal da contestação. O Comitê de Status da entidade considerou que o direito da Raposa estava prescrito: “O juiz considera importante ressaltar que a documentação apresentada pelas partes não continha qualquer indício de renovação do débito ou de acordo amigável que pudesse interromper o prazo de prescrição”, pontuou documento da Fifa.
Caso Rodriguinho
Os entraves na Fifa não param em Caicedo. O Cruzeiro também abriu conversas para resolver o caso de Rodriguinho. O meia foi contratado junto ao Pyramids FC, do Egito e a Raposa não cumpriu o pagamento de quatro parcelas de 500 mil dólares, mais uma parcela de 1 milhão de dólares, não quitadas entre dezembro de 2019 e dezembro de 2020. Com isso, o clube foi condenado parcialmente a pagar 3 milhões de dólares (hoje R$ 15,1 milhões) aos egípcios.
O imbróglio ainda resultou em multa de 300 mil dólares, porém, o Cruzeiro já tem pronto recurso para que a questão seja debatida na “segunda instância da Fifa”. No entanto, a entidade já determinou que se caso o Time Celeste não honre com os valores devidos, será punido com a proibição de registrar novos atletas durante o tempo que a dívida estiver em aberto.
Rodriguinho não é mais atleta da equipe, mas o débito é uma realidade indigesta para o clube. A negociação para contratá-lo teve o valor total de de 7 milhões de dólares (40 milhões aproximadamente), dos quais foram pagos apenas 1 milhão de dólares. Na bola de neve que a dívida se transformou, com as parcelas que venceram sem ser quitadas, o valor chega a 3 milhões de dólares, isso sem contar a parcela de janeiro de 2022, também calculada em 3 milhões de dólares.
As transações envolvendo Rodriguinho ainda apontam uma operação irregular, conforme legislação da Fifa e da CBF, já que a Raposa concedeu direitos econômicos de atletas a terceiros, no caso, o Pyramids, do Egito. Nas tratativas, ficou acordado que o repasse de 20% dos direitos econômicos do zagueiro Murilo, do atacante Raniel e do atacante Vinícius Popó. As informações são do Globoesporte.com.