O Botafogo empatou em 2×2 com o Volta Redonda, na noite do último sábado (10), e precisa torcer por resultados paralelos para seguir com boas chances de classificação na Taça Guanabara. Atuando no estádio Raulino de Oliveira, o Glorioso chegou a estar na frente do placar em duas oportunidades, mas não conseguiu segurar o resultado contra o Voltaço, que é líder e já está garantido na semifinal.

A partida marcou a estreia de um jogador que já está sendo contestado pela torcida botafoguense. Recém-contratado, o lateral-esquerdo Rafael Carioca foi escalado como titular pelo técnico Marcelo Chamusca e ainda por cima teve a missão de marcar Alef Manga, destaque do Volta Redonda e artilheiro do Estadual.
Logo após o duelo, o comandanteexplicou a opção pelo defensor de 28 anos. “O critério é natural. Primeiro os treinamentos, segundo o Rafael Carioca é um atleta que foi contratado, muito importante, tem experiência, jogou em bons clubes, jogador com potencial, e a gente precisa colocar os jogadores em campo, inseri-los pouco a pouco. Vai acontecer situações por falta de entrosamento e também mérito do adversário. O Carioca marcou um jogador muito difícil, o Alef Manga, e conseguiu de forma consistente fazer um bom jogo“, afirmou.
Chamusca ainda utilizou a oscilação do jovem PV, que ingressou apenas na segunda etapa, como um dos motivos para sustentar a escalação de Rafael Carioca. “Ele vinha treinando bem, um jogador experiente, que a gente pretende contar. O PV fez alguns bons jogos, oscilou em outros, jogador jovem, com maturidade baixa. A gente entende que precisa dar ritmo aos jogadores, essa é a ideia“, adicionou o técnico.
O treinador, que destacou a evolução ofensiva, indicou a principal falha que atrapalhou o time. “Faltou um pouco mais de consistência defensiva nos dois momentos em que a gente esteve à frente do placar para poder jogar com a vantagem e aproveitá-la (…)Não vi falta de atitude. Estivemos duas vezes na frente, faltou consistência defensiva para manter e jogar com o resultado“, completou.