Na última quarta-feira (11), o Atlético foi enfático e contundente ao se manifestar em nota sobre a denúncia contra Hulk apontando “agressão física” do camisa 7 na partida diante do Coritiba. Entretanto, nesta quinta-feira (12), a Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva rebateu as declarações do Galo, que classificou a ação como “esdrúxula”.
O órgão também emitiu uma nota, e detalhou o que baseou a atitude de levar Hulk a julgamento: “A denúncia não é uma punição sumária, pois o atleta terá o direito de se defender, utilizando-se do seu direito constitucional da ampla defesa e do contraditório, e se a denúncia é tão absurda como diz o clube, basta demonstrar isso em julgamento”, afirmou a Procuradoria.
O Atlético cita a postagem feita por Gabigol, que criticou o lance, como um dos fatores que impeliram a decisão de denunciar Hulk. A Procuradoria do STJD não deixou tal afirmação passar batida em sua manifestação: “Ressalta-se que a Procuradoria do STJD é um órgão independente e autônomo, sendo que suas denúncias são pautadas com base na lei o no CBJD, jamais motivada por postagem de atleta rival ou com desejo de prejudicar alguém ou algum clube”.
A denúncia que alega “agressão física” pode render uma suspensão de 4 a 12 jogos, em caso de condenação. A sessão do julgamento acontece na próxima quarta-feira (18). Além do caso de Hulk, a 3ª comissão do STJD, vai julgar tanto Atlético quanto o Coritiba, que são réus do artigo que aponta “Dar causa ao atraso do início da realização de partida”. O fato está relatado na súmula e expõe atraso de um minuto do Galo para retornar ao segundo tempo do jogo, como também o atraso de quatro minutos do Coritiba. Se condenados, os Clubes deverão pagar uma pena pecuniária, que engloba multa de R$ 100 até R$ 1 mil por minuto de atraso.





