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Atlético Mineiro

De 2010 a 2022: a trajetória de Réver que poderá se tornar o segundo jogador mais vitorioso do Atlético

O jogador que chegou ao Atlético em 2010 viveu momentos únicos com a camisa do Atlético e poderá conquistar mais um título

De 2010 a 2022: a trajetória de Réver que poderá se tornar o segundo jogador mais vitorioso do Atlético
De 2010 a 2022: a trajetória de Réver que poderá se tornar o segundo jogador mais vitorioso do Atlético
(Foto: Bruno Cantini)

A história vitoriosa do zagueiro Réver começou em 19 de junho de 2010, em um tweet onde o então presidente do clube, Alexandre Kalil em sua conta oficial do Twitter o anunciou: “O ingresso é R$ 40, mas o zagueiro Réver é do Galo!”. Diferentemente da fase atual que vive o Galo, o capitão chegou ao time em um período mais complexo. Em uma briga eterna para não cair, a equipe vivia em um marasmo sem fim, quem imaginaria que após alguns anos iria ver Réver levantando títulos importantes pelo clube?

Com o Mineirão e Independência em reforma para a Copa do Mundo de 2014, os jogos do Atlético eram na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. Mesmo com o valor ‘baixo’ de ingressos, ainda sim, o torcedor criticava a postura do clube, em vista que a cidade fica à 70KM de Belo Horizonte, ou seja, além do custo do ingresso, ainda tinha os custos do deslocamento.

(Foto: Bruno Cantini)

Mas apesar da reclamação, o que o torcedor do Atlético nem sequer imaginaria, é que o defensor se tornaria um dos maiores ídolos do clube e com mais títulos também. E neste sábado (2), contra o Cruzeiro pela final do Campeonato Mineiro, Réver poderá conquistar seu 11º título com a camisa do Alvinegro, o que fará dele o segundo jogador com mais trunfos em 114 anos de clube.

(Foto: Bruno Cantini)

Réver poderá se igualar a Kafunga, segundo jogador com mais atuações com a camisa do Galo na história, foram 20 anos desde sua estreia em 1935 e seu último jogo em 1954, com 11 títulos na conta, sendo 10 Campeonatos Mineiros e uma Copa dos Campeões, título esse que o Atlético tenta junto à CBF o reconhecimento como Campeonato Brasileiro. O dono do primeiro lugar é o ex-goleiro João Leite, com 684 partidas e 12 títulos conquistados, sendo 11 Mineiros e 1 Copa Conmebol em 1992.

(Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Aos 37 anos, essa é a segunda passagem de Réver na equipe mineira, em 2015 ele saiu para defender o Internacional e Flamengo, em 2019 voltou ao clube onde se fez ídolo. O primeiro título do jogador veio somente em 2012, o Campeonato Mineiro, ao lado de Léo Silva formou a emblemática Torres Gêmeas do Galo. Em 2013, após anos, a equipe conquistou a Copa Libertadores de forma icônica; em 2014, mais uma vez ele esteve presente em outro título com campanha memorável: a Copa do Brasil contra o Cruzeiro.

(Foto: Bruno Cantini)

Não se pode esquecer de citar, que após 50 anos, Réver também fez parte do time que finalmente voltou a vencer o Campeonato Brasileiro, após longos cinquenta anos, o Atlético se tornou dono do país novamente. Além disso, a equipe conquistou também o bicampeonato da Copa do Brasil. Na temporada 2022, novamente mais um título na conta do jogador: a Supercopa do Brasil, contra o Flamengo. Somando tudo, são ao todo: três estaduais, uma Recopa, Supercopa do Brasil, duas Copas do Brasil, um Brasileirão e uma Libertadores.

((Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Além de sonhar com o bi da Libertadores, o defensor vai além e também sonha com o Mundial, em 2013 ele disputou com a equipe em Marrocos, mas acabou perdendo para o Raja Casablanca, o que fez com o que o clube não chegasse a final do torneio. Mas além de se tornar dono da América novamente para ir ao Mundial, o jogador também teria que renovar por mais um ano o seu contrato, mas pouco se sabe se ele irá continuar na equipe ou irá aposentar de vez as chuteiras: “Tem um tempo ainda até lá, trabalharemos para colocar uma certa pressão com um possível título para eu poder estar também no Mundial.”

(Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Sem essa certeza, esse poderá ser o último clássico do jogador, em vista que o Cruzeiro se encontra na Série B, outro eventual encontro seria só na Copa do Brasil. O jogador falou que não enxerga como um último clássico, mas sim que ele vê jogo a jogo: “Penso primeiramente neste jogo de sábado como uma oportunidade, um jogo diferente por ser uma final em jogo único.”

(Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Além de ser um dos jogadores com mais títulos na história do Alvinegro, Réver também é o mais experiente em clássicos no elenco do Atlético e do Cruzeiro: são 15 ao todo no seu currículo extenso. Com toda a experiência, o ídolo passa para os recém-chegados como é atuar em um Atlético e Cruzeiro: “Por se tratar de um clássico, já tem um sabor diferente e ainda tem o componente de ser uma final. Então, é uma semana especial, temos de vivenciar isso o máximo possível.” — A final entre Atlético e Cruzeiro será neste sábado (2), às 16h30, no Mineirão. Em jogo único, o título fica para aquele que ganhar a partida, em caso de empate, a decisão será nos pênaltis.