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Muller compara gerações e cobra mudança de postura na Seleção Brasileira: “É diferente do jogador argentino”

Muller esteve em três Copas e detalhou exemplos que servem de sério recado a Carlo Ancelotti e seus comandados

A Seleção Brasileira se prepara para encarar o desafio da busca do Hexacampeonato da Copa do Mundo, entretanto, o ex-jogador Muller mandou um sério recado para a atual geração que defende a equipe Canarinho. Segundo o atual comentarista da TV Gazeta, está faltando uma entrega mais qualificada para a Seleção.

Muller fez uma cobrança importante para os atletas que defendem a atual Seleção Brasileira – Foto: Reprodução TV Gazeta
© luflaMuller fez uma cobrança importante para os atletas que defendem a atual Seleção Brasileira – Foto: Reprodução TV Gazeta

Muller atuou em três Copas e esteve no elenco que conquistou o Tetracampeonato, em 1994. Em entrevista ao portal Terra, o ex-atacante acredita que os craques chamados por Carlo Ancelotti precisam aprender a replicar o protagonismo que apresentam em seus respectivos clubes.

“O jogador tem que aprender a jogar na Seleção Brasileira. Eles são protagonistas nos seus clubes, isso é legal, mas não são na Seleção. É diferente do jogador argentino, que não é protagonista nos seus clubes, mas é na seleção”, iniciou Muller.

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“Você pode ver que hoje a Seleção Brasileira tem mais dificuldade porque não tem um time, não tem uma cara. Até porque nós temos poucos jogadores que são titulares”, completou. Com farta experiência sobre os grupos formados para Copas do Mundo, Muller comentou sobre seu exemplo de 1994, quando não entrou em campo.

Muller afirma que entrega precisa ser além de titularidade na Seleção

“Nós deixamos certas vaidades de lado, nos unimos dentro da concentração e conseguimos vencer o tetracampeonato. Todo jogador quer jogar um jogo de Copa. É normal. Essa vaidade de querer ser titular muitas vezes atrapalhou nas Copas de 86 e 90. 94 eu estava no auge da minha carreira e não joguei, mas só que me doei, joguei de outra maneira, fui líder fora de campo, no vestiário. Essa contribuição também é importante para a conquista de uma Copa”, explicou o ex-jogador.

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Ao comentar sobre os sacrifícios feitos no passado, Muller destacou a importância de se blindar o grupo sobre impactos externos à concentração: “Olha, jogo de Copa, sem celular. A Copa do Mundo é um tiro curto. Como eu disse, todo sacrifício é válido. A gente fez isso no Mundial de 94 e foi de grande proveito para nós. Antigamente era fita de VHS, jornal impresso”.

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“A gente não deixava entrar nada disso na concentração. Não queria saber nada do que estava acontecendo fora, porque estava concentrado dentro do que a gente podia conquistar, que era o tetracampeonato. As vozes de fora não podem afetar dentro”, finalizou Muller.

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