A Fifa passou a ser investigada pelas procuradorias-gerais de Nova York e Nova Jersey por conta dos altos preços dos ingressos para a Copa do Mundo de 2026. O processo foi anunciado nesta quarta-feira (27) e envolve questionamentos sobre valores elevados, falta de clareza nas vendas e reclamações sobre a localização dos assentos vendidos aos torcedores.
As autoridades norte-americanas enviaram uma intimação formal à entidade máxima do futebol buscando detalhes sobre os critérios adotados na comercialização dos ingressos. O foco principal da apuração está na experiência dos consumidores, especialmente em partidas marcadas para acontecer em Nova Jersey, uma das sedes do torneio.
A principal crítica gira em torno dos preços considerados excessivos. Atualmente, o valor médio para ingressos da final gira em torno de 13 mil dólares, o equivalente a aproximadamente R$ 65 mil na cotação atual. O custo elevado provocou revolta entre torcedores e levantou questionamentos sobre acessibilidade ao evento.
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Investigação envolve reclamações sobre assentos
Além dos preços, o processo também investiga denúncias de consumidores que alegam terem sido enganados sobre a localização exata dos lugares adquiridos. Ao todo, oito partidas previstas para acontecer em Nova Jersey entram diretamente no escopo da investigação aberta pelas autoridades locais.
Uma torcedora ouvida pelo jornal Telegraph criticou a situação e afirmou que os fãs aguardavam há anos pela chegada da Copa aos Estados Unidos.

Taça da Copa do Mundo. (Photo by Presley Ann/Getty Images for The Coca-Cola Company)
Segundo ela, os consumidores merecem acesso justo aos ingressos sem precisar enfrentar valores considerados abusivos.
Fifa ainda não respondeu oficialmente
A investigação ocorre a poucos dias do início do torneio, previsto para começar em 11 de junho, mas dificilmente terá conclusão antes do pontapé inicial. Até o momento, a Fifa não se pronunciou oficialmente sobre o caso nem respondeu aos contatos feitos pela imprensa internacional.
A situação aumenta a pressão sobre a organização da competição, que já vinha recebendo críticas por causa dos preços praticados em pacotes hospitalidade e categorias premium. Agora, o debate sobre acesso popular ao maior torneio do futebol mundial ganha ainda mais força às vésperas da abertura.






