A camisa 10 da Seleção Brasileira, ícone de criatividade e protagonismo, passou a ter dono fixo desde a Copa das Confederações de 2013, quando Neymar a assumiu de vez, ainda que hoje não a vista há bastante tempo.

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Afastado por seguidas lesões graves, Neymar completou em outubro dois anos sem defender o Brasil. O longo período fora dos gramados deixou a camisa 10 em aberto e criou um cenário de transição, com diferentes jogadores tentando ocupar o espaço deixado pelo craque do Santos.
Desde a lesão sofrida contra o Uruguai, em outubro de 2023, três nomes tiveram a chance de vestir o número mais simbólico da Seleção: Rodrygo, Vinícius Júnior e Raphinha. O privilégio, no entanto, veio acompanhado da dificuldade de corresponder ao impacto que Neymar exercia.
Números modestos e indefinição no comando técnico
Rodrygo foi quem mais vezes atuou como camisa 10 nesse período. Foram 19 partidas entre amistosos, Copa América e Eliminatórias, com apenas cinco gols marcados, contra Espanha, Estados Unidos, Equador e Coreia do Sul, duas vezes, números considerados discretos para a função.
Raphinha aparece na sequência, com quatro jogos usando o número e um gol anotado. Vinícius Júnior, por sua vez, vestiu a 10 em duas ocasiões, justamente no início do trabalho de Carlo Ancelotti, e também balançou as redes apenas uma vez.
Apesar do rendimento abaixo do esperado, Rodrygo já revelou que sempre enxergou a camisa como algo provisório. Em entrevista ao PodPah, em 2022, contou que ouviu do próprio Neymar que herdaria a 10 no futuro, mas fez questão de minimizar a ideia.

Rodrygo durante partida pela Seleção Brasileira. Foto: Wagner Meier/Getty Images
Estêvão surge como nova alternativa para 2026
“Deixo claro que a camisa é do Neymar. Só estou substituindo por um momento”, afirmou Rodrygo meses depois. O problema é que o retorno do camisa 10 histórico segue incerto, e sua condição física coloca dúvidas sobre a presença na Copa de 2026.

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Nesse cenário, novos nomes entram no debate. Pentacampeão mundial, Cafu apontou Estêvão como o jogador ideal para assumir a responsabilidade: “O Estêvão está voando. Acho que ele pode ser o nosso número 10”, disse ao site Metrópoles.
Desde a chegada de Ancelotti, o jovem tem sido presença constante nas convocações. O treinador, inclusive, destacou que o futebol moderno mudou o papel do camisa 10, mas citou Estêvão, Raphinha, Vinícius Júnior e Martinelli como atletas capazes de atuar por dentro.








