Jogos de Hoje
Siga o canal do Bolavip no WhatsApp
Seleção Brasileira

Seleção Brasileira vive crise de ofensividade nas laterais, problema estrutural que nasce na formação

A Seleção Brasileira enfrenta escassez de laterais ofensivos, reflexo direto de um problema estrutural na formação de atletas

As laterais da Seleção Brasileira se tornaram um dos maiores pontos de interrogação do atual ciclo. A poucos meses da Copa do Mundo de 2026, Carlo Ancelotti ainda não encontrou donos das posições, nem pela direita, nem pela esquerda, algo impensável em outras gerações.

Roberto Carlos foi um dos grandes laterais da Seleção Brasileira. Foto: Tim De Waele/Getty Images
© Getty ImagesRoberto Carlos foi um dos grandes laterais da Seleção Brasileira. Foto: Tim De Waele/Getty Images

A dúvida contrasta com a tradição do país. O Brasil sempre tratou os laterais como peças ofensivas fundamentais. Carlos Alberto e Everaldo marcaram época no tricampeonato de 1970, Cafu e Roberto Carlos lideraram o penta em 2002, enquanto Daniel Alves e Marcelo mantiveram o padrão nas décadas seguintes.

Hoje, porém, esses perfis fazem falta. A escassez de alas ofensivos não é pontual, mas resultado de mudanças profundas no futebol brasileiro e global, que alteraram a forma de formar, utilizar e valorizar jogadores da posição.

PUBLICIDADE

Formação defensiva vem lá de fora

Para o jornalista Marcio Dolzan, do portal Lance!, o processo começa cedo demais. Segundo ele, clubes brasileiros vendem laterais ainda em formação para a Europa, onde passam a ser treinados em modelos que priorizam o jogo defensivo, e não a vocação ofensiva histórica do país.

A comparação entre gerações ilustra o problema. Quando Cafu chegou ao futebol europeu, em 1995, tinha 24 anos, títulos continentais pelo São Paulo e já era campeão mundial com a Seleção. Atualmente, casos como o de Caio Henrique, que deixou o Brasil aos 18, refletem uma mudança radical de timing e maturação.

Além disso, a própria formação de base contribui para o cenário. Jogadores com perfil ofensivo são cada vez mais moldados como pontas, enquanto o lateral moderno passa a ser visto como uma função de equilíbrio e contenção.

PUBLICIDADE
Cafu foi o capitão do penta da Seleção Brasileira, em 2002. Foto: Stu Forster/Getty Images

Cafu foi o capitão do penta da Seleção Brasileira, em 2002. Foto: Stu Forster/Getty Images

Testes, números e a busca por soluções

Desde 2023, 19 laterais já foram convocados pela Seleção, nove pela direita e dez pela esquerda. Nenhum deles, com exceção de Danilo — hoje mais zagueiro do que lateral —, ultrapassou dez partidas no período, evidenciando a falta de continuidade e afirmação.

Seleção Brasileira vive crise nas laterais e aposta na adaptação visando a Copa do Mundo

Veja também

Ancelotti segue testando alternativas, inclusive adaptações, como a utilização de Éder Militão na lateral, opção que o treinador vê como forma de dar mais solidez defensiva. Enquanto Cafu pede paciência e fala em adaptação, o Brasil tenta reencontrar uma posição que já foi símbolo de talento, ousadia e protagonismo ofensivo.

PUBLICIDADE

Confira nossas últimas notícias no Google News

LEIA TAMBÉM
Torcidômetro: participe e concorra a camisas do seu time toda semana
Futebol

Torcidômetro: participe e concorra a camisas do seu time toda semana

Vela lista de jogadores 'esquecidos' por Ancelotti em suas convocações
Seleção Brasileira

Vela lista de jogadores 'esquecidos' por Ancelotti em suas convocações

Seleção vive crise nas laterais e aposta na adaptação para Copa
Seleção Brasileira

Seleção vive crise nas laterais e aposta na adaptação para Copa

André no Palmeiras tem aprovação da torcida na web
Palmeiras

André no Palmeiras tem aprovação da torcida na web

CONTINUE ANTENADO NO FUTEBOL
Receba as últimas novidades em sua caixa de e-mail

O registro implica a aceitação do Termos e Condições

+18 | Jogue com responsabilidade | Aplicam-se os Termos e Condições | Conteúdo Comercial

Better Collective Logo