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Copa do Mundo

Ancelotti intensifica treinos do Brasil na Copa e controle de carga vira preocupação nos bastidores

Comissão técnica mantém intensidade elevada nas atividades, mas departamento físico acompanha de perto jogadores que chegam ao fim da temporada europeia

Ancelotti precisou cortar Wesley recentemente - Foto: Thiago Ribeiro/AGIF.
© Foto: Thiago Ribeiro/AGIF -Ancelotti precisou cortar Wesley recentemente - Foto: Thiago Ribeiro/AGIF.

A preparação da Seleção Brasileira para o confronto diante do Haiti passa por uma atenção especial fora das quatro linhas. Além das reflexões sobre o empate contra Marrocos, a comissão técnica de Carlo Ancelotti monitora de perto o desgaste físico do elenco em meio à sequência de treinamentos intensos nos Estados Unidos.

Quem acompanha apenas os 15 minutos liberados para a imprensa vê atividades leves, rodas de bobinho e trabalhos de aquecimento. Nos bastidores, porém, o cenário é diferente. Os treinamentos têm sido marcados por forte intensidade, muita cobrança e participação ativa da comissão técnica durante praticamente todas as atividades.

O objetivo de Ancelotti é acelerar ajustes táticos necessários após a estreia. A avaliação interna é de que a equipe ainda precisa evoluir em diversos aspectos coletivos, especialmente na ocupação dos espaços, circulação de bola e pressão sem a posse.

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Final de temporada preocupa

O principal ponto de atenção da preparação está relacionado aos atletas que chegam ao Mundial após uma temporada extremamente desgastante no futebol europeu. O departamento médico e fisiológico acompanha diariamente os indicadores físicos desses jogadores.

Casos como os de Bruno Guimarães e Raphinha recebem monitoramento constante. Ambos encerraram recentemente temporadas longas e acumulam uma carga elevada de minutos disputados ao longo do último ano.

Raphinha na Seleção Brasileira. Foto: Kevin C. Cox/Getty Images

Raphinha na Seleção Brasileira. Foto: Kevin C. Cox/Getty Images

Além do calendário pesado, existe ainda o impacto das condições climáticas encontradas nos Estados Unidos. O calor intenso registrado em algumas cidades tem exigido cuidados extras com hidratação, recuperação muscular e gerenciamento do esforço físico.

GPS aponta desgaste elevado

Os dados coletados por GPS após a estreia contra Marrocos chamaram atenção da comissão técnica. Alguns atletas registraram índices de deslocamento acima do esperado, especialmente em funções que exigem maior movimentação sem a bola.

Raphinha aparece entre os exemplos mais claros. Atuando em diferentes zonas do ataque durante a partida, o atacante percorreu uma grande distância em campo e participou de diversas ações de recomposição defensiva.

Bruno Guimarães também esteve entre os jogadores com números elevados. Responsável por cobrir espaços no meio-campo durante boa parte do confronto, o volante acumulou uma exigência física significativa ao longo dos 90 minutos.

Mudanças seguem em avaliação

Apesar do desgaste observado, a tendência segue sendo de poucas alterações para o confronto contra o Haiti. A comissão técnica entende que uma reformulação ampla após apenas uma rodada poderia gerar impactos negativos no ambiente interno.

Nos bastidores, a avaliação é de que o Brasil possui qualidade suficiente para vencer com a base da equipe utilizada diante de Marrocos. Por isso, qualquer mudança deve acontecer de forma pontual e estratégica.

Ao mesmo tempo, a comissão trabalha para encontrar o equilíbrio ideal entre intensidade física, recuperação muscular e evolução tática. O objetivo é fazer a Seleção crescer ao longo da competição sem comprometer o rendimento dos atletas mais desgastados.

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